Edição de Quarta-Feira, 15 de Outubro de 2003
 
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Com um olho em SP e outro em Brasília

SPORT

O jogo decisivo entre Sport e Palmeiras pelo grupo B da Segundona é sábado no Palestra Itália, em São Paulo. Contudo, em virtude da derrota para o Verdão, no último sábado, aqui no Recife, o técnico Hélio dos Anjos promete não desgrudar o olho de um confronto que será realizado na próxima sexta-feira, em Taguatinga, no Distrito Federal. "Vou torcer por um empate entre Santa Cruz e Brasiliense". Hélio achou natural os tricolores torcerem pela equipe paulista. "É lógico. Num momento decisivo cada um quer o melhor para si".

  Mas com isso, o técnico Hélio dos Anjos não quer dizer que descarta uma vitória sobre o Palmeiras no reduto adversário. De acordo com ele, é mais difícil, mas não impossível arrancar três pontos na capital paulista. "As dificuldades serão imensas dada a força do Palmeiras. Mas não temos temor algum em relação ao adversário e nem ao ambiente agitado que certamente cercará o jogo. Vamos em busca de um grande resultado", assegurou.

  Entre os jogadores, todos também acreditam que o Leão podeabocanhar o Porco e voltar ao Recife com grandes chances de passar ao quadrangular final da Série B. "Por pouco a gente não vence eles lá na primeira fase. Mas, como aqui, a arbitragem tratou de dar uma mãozinha ao Palmeiras voltando atrás na marcação de um pênalti. E aquele gol onde o jogador ajeitou a bola com a mão?", indagou o zagueiro Gaúcho, que teme mais um favorecimento ao adversário. "Tomara que a gente não tenha mais que jogar contra o Palmeiras e a arbitragem".

  O atacante Adriano Chuva continua indignado com atuação do árbitro Washington José Alves de Souza e a falta marcada dele sobre o goleiro Marcos no lance que originou o gol de empate do Sport. "Eu caí de costas e quando isso ocorre não há nunca a intenção de fazer a falta. Marcos bateu em mim e quando viu que não iria mais pegar a bola chamou a atenção do árbitro". Chuva também fez criticas à atuação da equipe. "Em jogo com um adversário forte como o Palmeiras temos que jogar bem durante os 90 minutos. Só no segundo tempo é que acertamos amarcação e o passe".

  Ontem pela manhã, no único treinamento do dia, o meia-atacante Clayson Rato voltou a sentir dores na região pubiana - contusão que o tirou um bom tempo de atividades - e dificilmente terá condições de enfrentar o Palmeiras. Com isso, e também pela fratura de Weldon no nariz e expulsão de Ricardinho, no último sábado, crescem as chances de Valdir Papel atuar ao lado de Adriano Chuva, no setor ofensivo rubro-negro.








 
 
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