Não é o que parece
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O desempenho excepcional da bolsa brasileira nos últimos tempos sugere uma homogeneidade no mercado acionário que não é real. A escalada do Ibovespa em 2003 - em razão da euforia de investidores que despejam recursos nas estrelas do pregão - apenas ofusca a vantagem dos papéis de segunda linha num horizonte de longo prazo. Basta compará-lo ao FGV-100.
Desde janeiro, as carteiras teóricas da Bovespa e da Fundação Getúlio Vargas subiram quase a mesma coisa: 59,3% e 62,5%. O Ibovespa leva pequena vantagem no desempenho dos últimos 12 meses. A partir daí, a valorização das empresas que integram o FGV-100 dispara.
"As ações de maior liquidez, que compõem o Ibovespa, tendem a apresentar uma performance melhor em prazos mais curtos. No longo prazo, prevalecem os critérios qualitativos. Ganham as empresas que têm os melhores fundamentos", afirma o economista Bruno Levacov, da gestora de recursos Investidor Profissional.
Quem deseja arriscar uns trocados na bolsa deve ter isso em mente. O economista Aloisio Campelo Jr., responsável pelo ranking das 500 maiores da FGV, sugere que os investidores não percam de vista o desempenho de cada setor.
A situação regulatória das teles e das distribuidoras de energia melhorou, mas não é definitiva. A retomada do crescimento, que vai empurrar os negócios voltados ao mercado interno, não está assegurada. E o humor dos estrangeiros muda como o vento. Pensar adiante não faz mal.
Linha da pobreza no forno
O Ministério da Segurança Alimentar só esperava o resultado da Pnad-2002 para retomar os cálculos sobre a linha oficial de pobreza do país. Os seis técnicos que cuidam do assunto (do Mesa, do IBGE e do Ipea) estão analisando os dados para chegar ao valor que será referência dos programas sociais a partir de 2004.
A equipe do Fundo Monetário Internacional, Jorge Márquez-Ruarte à frente, chega no fim deste mês a Brasília para a quinta (e última) revisão do atual acordo com o Brasil.
Exporta
Uma decisão de Lula vai gerar 150 empregos em Piraí, no Sul Fluminense. Um decreto presidencial revogou o imposto de 150% que incidia sobre as exportações brasileiras de papel para cigarro. A alíquota fora criada para combater o contrabando, mas tinha como efeito colateral a queda na produção da fábrica da americana Schweitzer Mauduit, que fica em Piraí. O prefeito Luiz Fernando Pezão diz que a empresa aumentará seu faturamento em R$ 30 milhões exportando para a América Latina.
Gradualismo
O ritmo de queda dos juros básicos tende a diminuir nos próximos meses, de acordo com a Comissão de Economia e Mercados da Associação e do Sindicato dos Bancos do Rio. Na reunião do Copom deste mês, a Selic cairá apenas um ponto percentual, prevêem os analistas das nove instituições financeiras que participaram do segundo encontro da comissão. Na média, eles esperam que a Selic chegue ao fim de 2003 em 17,5%, com cortes de um ponto em novembro e de 0,5 em dezembro.
A ETERNIT lidera o ranking das empresas que mais pagaram dividendos nos últimos cinco anos. O levantamento, assinado pela Divisão de Gestão de Dados da FGV, está na "Conjuntura Econômica" que chega às bancas nos próximos dias.
A PARCERIA Público-Privado (PPP), espécie de modelo de privatização do governo Lula, será tema de debate promovido pela Firjan e pelo BNDES nesta sexta-feira. Presentes: Carlos Lessa, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira e Eliezer Batista.
HOJE é Dia Nacional de Mobilização por uma Educação de Qualidade. A coluna faz coro!