Edição de Quarta-Feira, 1 de Outubro de 2003
 
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Pecados da carne

LUCE PEREIRA
E-mail:dpurb@dpnet.com.br
Telefone: 3425.7725 ou pelo fax 3425.7700

Sabe Deus qual é a qualidade da carne que desce diariamente para o estômago dos pernambucanos, sobretudo daqueles que vivem em municípios onde os olhos da Vigilância Sanitária não alcançam ou alcançam, mas com alto grau de miopia. recentemente, chega à redação um fotógrafo que costuma apontar as lentes para ocorrências registradas no Interior e oferece uma foto à coluna. O rapaz estava em um município da Mata Norte quando foi informado sobre a existência de um abatedor clandestino e logo interessou-se pelo assunto. Escondido por um muro, fotografou a montanha de carne de boi sendo tratada no chão, em ambiente extremamente insalubre. Sem dúvida, o produto seguiria direto dali para algum frigorífico da região, com ou sem carimbo (evidentemente) falsificado, para colocar em risco a saúde de incautos consumidores. Este fato e o flagrante registrado pela reportagem do DIARIO são suficientes para mostrar que a população nem sonha com o perigo que corre quando resolve levar para casa um pedaço de carne. Profissionais e estudantes de Veterinária sabem o drama que significa uma infestação resultante da cisticercose, mas as imagens mostradas nas aulas práticas não chegam à população. Se chegassem, possivelmente os comedores contumazes pensariam duas vezes antes de engolir carne de boi e porco sem antes fazer seguro de vida. Ou exigiriam que as autoridades sanitárias criassem um selo de segurança à prova de falsificação. Em países onde saúde pública é levada a sério, vaca não pode nem se dar ao luxo de ficar louca, quanto mais chegar à mesa dos consumidores como se fosse pena de morte.

De Olho

No que deverá resultar a 17ª reunião dos secretários de segurança do Nordeste, amanhã, no Recife? Em mais números, diagnósticos e promessas?

Curtinha

Dois telefones - 3231-0082 e 3231-0019 - ajudam a fortalecer a luta em torno da aprovação do Estatuto do Desarmamento. Fazem parte do Disque Pernambuco é da Paz, uma iniciativa das ONGs Viva Rio e Cidade Cidadão.

Falando grego
Entre uma aula e outra, alunos do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFPE dedicam-se à tarefa de recolher assinaturas. Querem que os shows na concha acústica da universidade só comecem depois das 22h, porque o barulho chega às salas de aula e dá a impressão de que os professores estão falando grego. O abaixo-assinado vem engordando.

Nada a ver
A direção do Classic Hall está preocupada com a repercussão negativa da ausência dos artistas Vavá e Belo na festa do último final de semana no Parque de Exposições. Fãs dos dois ligaram pedindo a devolução do dinheiro dos ingressos e os responsáveis pela casa de espetáculos repetem, há dois dias, que não têm nada a ver com a história.

Mama
Está nas ruas, até o dia 5, a campanha da Sociedade Brasileira de Mastologia para conscientizar mulheres sobre a importância de medidas preventivas contra o câncer de mama. Em Pernambuco, os trabalhos, que incluem panfletagem em shoppings e semáforos, estão sob a coordenação de Albérico Tavares, presidente da Sociedade Pernambucana de Mastologia.

Bruxas soltas
A Agamenon Magalhães, ontem, foi tudo o que desaconselham as campanhas de paz no trânsito. As bruxas começaram a se soltar por volta das 15h, no sentido Derby/Boa Viagem: cinco carros colidiram no viaduto Joana Bezerra e, logo em seguida, outros três bateram porque os motoristas se distraíram ao passar pelos veículos acidentados. Minutos depois, uma tentativa de assalto acabou resultando no choque de mais dois carros.

Tudo parado
No sentido Boa Viagem/Derby, era por volta das 15h20 quando uma moto bateu em um carro, parado por problemas no motor, deixando o condutor levemente ferido. O caos no trânsito teve ainda a ajuda de um caminhão que, em torno das 17h, foi impedido de prosseguir por avaria nos pneus. O resultado dos transtornos estava no tamanho do congestionamento, que ia até a Abdias de Carvalho.








 

 
 
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