ATAQUE AO IRAQUE
LONDRES - Em discurso na conferência anual do Partido Trabalhista, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse ontem que "tomaria a mesma decisão" de se juntar à guerra liderada pelos EUA contra o Iraque. Blair, cuja popularidade vem despencando desde a queda do regime de Saddam, declarou que sua decisão de entrar na guerra tinha machucado, magoado e desapontado muitos de seus colaboradores. "O Iraque dividiu a comunidade internacional. Dividiu o partido, o país, famílias, amigos", declarou Blair aos participantes da conferência anual do Partido Trabalhista. "Sei que muita gente acredita que a atitude que tomamos foi errada. Eu peço apenas uma coisa: ataquem minha decisão mas pelo menos compreendam por que a tomei e por que a tomaria de novo".
O inquérito sobre o suicídio do especialista em armas David Kelly tem dado mostras de que houve manobras para exagerar a ameaça que o Iraque representava, antes da guerra. Blair disse que o perigo das armas de destruição em representava a "ameaça à segurança do Século XXI".