SPORT
"Ele é o atleta que mais evoluiu desde o início da temporada
e é uma referência do jogador que eu quero no Sport, unindo determinação,
força profissionalismo e equilíbrio", foi com essas palavras que o treinador
do Sport, Hélio dos Anjos, confirmou o zagueiro Marcão como titular
- improvisado na lateral-esquerda - para a estréia do time na 2ª fase
da Série B, depois de amanhã, contra o Brasiliense. Marcão mais uma
vez se disse pronto para jogar em uma posição que não é sua especialidade.
Este ano, o zagueiro já atuou como volante em vários jogos e chegou
a atuar na lateral-esquerda contra o América/RN.
Improvisar justamente na fase decisiva não é problema para o técnico
rubro-negro, que chamou para si a responsabilidade das dispensas do
lateral titular Juninho Goiano e do pouco aproveitado volante Djalma.
"Aqui, não entra nem sai jogadores sem o meu aval. Tenho a consciência
tranqüila de que foi a decisão correta. Não foi nada movido por emoção,
nem por um único fator", garantiu Hélio dos Anjos, que dizestar com
a consciência bastante tranqüila sobre a sua decisão. "Hoje (ontem)
pela manhã, inclusive, os dois vieram falar comigo para se despedir",
completou. Os motivos para a saída de Juninho e Djalma não foram confirmados
pelo treinador, que disse apenas ter usado critérios profissionais e
internos do clube para tomar a decisão.
A diretoria do Sport chegou a justificar as dispensas por necessidade
financeira. No caso de Djalma, até pode ser, já que o volante recebia
cerca de R$ 12 mil e estava fora dos planos de Hélio dos Anjos. Quanto
a Juninho, titular absoluto, o próprio jogador trouxe à tona o que se
comentava nos bastidores: "Perguntei se eles estavam duvidando das minhas
contusões e me disseram que não duvidavam, apenas desconfiavam. Mas
tem diferença?" Questionou o lateral que teve uma volta meio conturbada
ao clube e ainda acabou passando por uma série de contusões e desentendimentos
com o departamento médico.
O elenco sentiu a saída forçada dos dois jogadores e chegou até a
se reunir para tentar uma reavaliação da decisão. Mas foi em vão. "Acho
que não foi em um bom momento. Eram bons jogadores e excelentes companheiros",
confessou o capitão Gaúcho. O sentimento do zagueiro parece refletir
o dos demais. "Fazer o quê? Foi uma decisão da diretoria. Mas vamos
continuar fechados. Nada vai nos desmotivar", garantiu Maizena.
Comentários dos Leitores
"Lamentável a decisão do Sr. Hélio dos Anjos. Mandar
embora o único lateral esquerdo que temos e neste momento do campeonato.
E ainda mais improvisar um zagueiro na lateral, aí já é demais. Perdemos
muito com a saída do Juninho. Vamos ficar agora sem opções de apoio
pela esquerda, e com o time jogando capenga (só pela direita). Além
disso tudo, tal decisão vai refletir no grupo. Só lamento...",
Moca, por e-mail