Edição de Quarta-Feira, 1 de Outubro de 2003
 
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Marcão ganha posição

SPORT

"Ele é o atleta que mais evoluiu desde o início da temporada e é uma referência do jogador que eu quero no Sport, unindo determinação, força profissionalismo e equilíbrio", foi com essas palavras que o treinador do Sport, Hélio dos Anjos, confirmou o zagueiro Marcão como titular - improvisado na lateral-esquerda - para a estréia do time na 2ª fase da Série B, depois de amanhã, contra o Brasiliense. Marcão mais uma vez se disse pronto para jogar em uma posição que não é sua especialidade. Este ano, o zagueiro já atuou como volante em vários jogos e chegou a atuar na lateral-esquerda contra o América/RN.

  Improvisar justamente na fase decisiva não é problema para o técnico rubro-negro, que chamou para si a responsabilidade das dispensas do lateral titular Juninho Goiano e do pouco aproveitado volante Djalma. "Aqui, não entra nem sai jogadores sem o meu aval. Tenho a consciência tranqüila de que foi a decisão correta. Não foi nada movido por emoção, nem por um único fator", garantiu Hélio dos Anjos, que dizestar com a consciência bastante tranqüila sobre a sua decisão. "Hoje (ontem) pela manhã, inclusive, os dois vieram falar comigo para se despedir", completou. Os motivos para a saída de Juninho e Djalma não foram confirmados pelo treinador, que disse apenas ter usado critérios profissionais e internos do clube para tomar a decisão.

  A diretoria do Sport chegou a justificar as dispensas por necessidade financeira. No caso de Djalma, até pode ser, já que o volante recebia cerca de R$ 12 mil e estava fora dos planos de Hélio dos Anjos. Quanto a Juninho, titular absoluto, o próprio jogador trouxe à tona o que se comentava nos bastidores: "Perguntei se eles estavam duvidando das minhas contusões e me disseram que não duvidavam, apenas desconfiavam. Mas tem diferença?" Questionou o lateral que teve uma volta meio conturbada ao clube e ainda acabou passando por uma série de contusões e desentendimentos com o departamento médico.

  O elenco sentiu a saída forçada dos dois jogadores e chegou até a se reunir para tentar uma reavaliação da decisão. Mas foi em vão. "Acho que não foi em um bom momento. Eram bons jogadores e excelentes companheiros", confessou o capitão Gaúcho. O sentimento do zagueiro parece refletir o dos demais. "Fazer o quê? Foi uma decisão da diretoria. Mas vamos continuar fechados. Nada vai nos desmotivar", garantiu Maizena.

Comentários dos Leitores

"Lamentável a decisão do Sr. Hélio dos Anjos. Mandar embora o único lateral esquerdo que temos e neste momento do campeonato. E ainda mais improvisar um zagueiro na lateral, aí já é demais. Perdemos muito com a saída do Juninho. Vamos ficar agora sem opções de apoio pela esquerda, e com o time jogando capenga (só pela direita). Além disso tudo, tal decisão vai refletir no grupo. Só lamento...", Moca, por e-mail








 
 
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