Edição de Quarta-Feira, 1 de Outubro de 2003
 
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Economia

BNDES financiará R$ 122 milhões

TRANSNORDESTINA

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar R$ 220 milhões dos cerca de R$ 1,22 bilhão necessário à construção da Transnordestina e à recuperação da malha ferroviária regional. Os recursos serão alocados em duas linhas distintas de investimentos e fazem parte de uma negociação iniciada há cinco anos entre a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) e a extinta Sudene. Entre 1998 e 2003 a malha Nordeste recebeu apenas R$ 50 milhões em investimentos da CFN direcionados principalmente a obras de manutenção e à compra de equipamentos.

  De acordo com o presidente da CFN, Jorge Luís de Melo, os recursos permitirão a operacionalização da malha em funcionamento e a recuperação de diversos trechos desativados, incluindo os 595 quilômetros de trilhos entre o Recife e Salgueiro. O trecho de ligação entre o Recife e o Sertão do Estado está fora de operação há mais de dois anos.

  Jorge Luís de Melo explicou que o financiamento em fase final de contratação só foi possível por causa da saída da Companhia Vale do Rio Doce do pool acionário.

Do total de recursos destinados à CFN pelo BNDES, R$ 100 milhões poderão ser liberados nos próximos 15 dias na forma de empréstimo direto. O dinheiro será direcionado à compra de locomotivas e vagões e do conserto de trechos danificados da malha entre Recife e São Luís (MA). outros R$ 120 milhões serão liberados na forma de capitalização da Transnordestina S/A, por meio do repasse o Imposto de Renda a pagar. A operação é normatizada pelo artigo nono da extinta Sudene. O dinheiro será utilizado na recuperação dos trechos Recife/Salgueiro e Recife/Propiá (malha sul), em Sergipe. Juntos, eles somam quase 800 quilômetros.

  O chefe do Departamento de Logística do BNDES, Rômulo Martins Santos, afirmou que o banco não fará nenhum empréstimo direcionado à construção de novos trechos da Transnordestina. Segundo ele, apesar da participação de técnicos do banco nos estudos de viabilização financeira, os cerca de R$ 1 bilhão necessários à ferrovia serão alocadosjunto ao Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Entre as obras estruturais que dependerão da liberação de recursos do FDNE, administrado pela Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene), estão a construção das linhas Salgueiro/Parnamirim e Parnamirim/Petrolina, os ramais do gesso e de Suape e o trecho de ligação com Missão Velha, no Ceará.

 








 

 
 
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