A inglesa Carmen Einfinger veio morar no Brasil na década de 50 com seu pai, Frank Einfinger, a mãe, Nora Gabriel, e o irmão, onze meses mais novo, Freddie. Nora contou que eles foram para o Rio de Janeiro, mas que Frank queria ir para o Amazonas ensinar os nativos a tocar violino. Após a separação, um ano depois, a mãe colocou os filhos em um internato alemão em São Paulo, onde estudaram por onze anos. As crianças cresceram achando que o pai havia voltado para Osijek, na Croácia, sua cidade natal, e morrido.
"Sempre tive a impressão de que ele havia morrido. Deve ser muito doloroso para minha mãe e ela nunca fala sobre o assunto", esclareceu. Quando Carmen tinha 15 anos, ele se mudaram para Santos, onde moraram até a morte de Freddie, aos 18 anos, por problemas no coração. Carmen, então, resolveu voltar para a Inglaterra e foi com três amigos de navio para Londres. "Fui começar minha vida no estrangeiro", disse.
A mãe virou Mormom e se mudou para Utah, nos Estado Unidos. "Hoje ela ainda mora em Utah epratica a religião ardentemente. Evito falar sobre esse assunto com ela", afirmou. Já Carmen, não parou mais. Depois de quatro anos na Inglaterra, ela viveu sete anos como modelo em Toronto, no Canadá. "Nesse momento minha vida deu uma grande virada", comenta. Foi quando descobriu o gosto pela arte e começou a pintar. Ela estudou pintura nas Universidade de Nova Iorque e Rhoad Island e há 13 anos mora em Nova Iorque. Suas exposições já passaram por salões em de vários lugares, como Nova Iorque, California, Flórida, Turquia e Alemanha.