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Vilão sim, senhor, mas bem trapalhão
Canavial das paixões
Como Marcos Wainberg, que fazia o Zorra Total, na Rede Globo, e foi parar na novela Jamais te Esquecerei, do SBT, vivendo um vilão, Marcelo Médici que até maio sentava-se no banco do A Praça é Nossa, também trocará a graça pela vilania dos folhetins. Em Canavial de Paixões, que estréia dia 13 de outubro, ele será Osvaldo.
No A Praça é Nossa, comandado por Carlos Alberto de Nóbrega nas noites de sábado, o ator fazia o Zóinho, personagem criado por ele e que, inclusive, rendeu-lhe o prêmio de humor do canal a cabo Multishow. "Eu sempre gostei de fliperama. Quando ia jogar, ficava observando o pessoal de lá e suas gírias. Daí criei esse personagem, que é um típico paulistano, fala sempre tá ligado, firmeza", conta Marcelo Médici.
Em seus quinze anos de carreira, ele diz que tem uns vinte espetáculos no currículo e que a maioria não é de humor. Especialistas no gênero, para ele, são Tom Cavalcante, Pedro Bismarck, Golias. "Eu sou um ator que faz comédia, não faço show de piadas", afirma. Médici saiu do A Praça é Nossa,em maio, quando houve corte de pessoal no SBT. Depois, até teve convite para voltar, mas achou melhor buscar outros caminhos.
E o rumo veio da própria emissora, que o chamou para um teste para Canavial de Paixões e deu-lhe o personagem Osvaldo Dias para fazer. Na trama, ele trabalha para Tereza (Débora Duarte) e será chantageado por Agenor (Oscar Magrini). "Os dois são tão maus que o Osvaldo vai parecer bonzinho", diverte-se o ator. "O legal é que ele não é um vilão maniqueísta. Ele terá uma certa simpatia, um humor mais sutil. Nunca um serviço que cai na mão dele dará muito certo", conta Médice.
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