Casas de campo devem equilibrar estilo pessoal com matérias-primas e mobiliário rústicos para garantir melhor integração com o meio ambiente
Maria Eduarda Antunes
Da equipe do DIARIO
Casa de campo é sinônimo de aconchego. E não podia ser diferente, afinal, normalmente quando alguém troca o cenário da cidade pelos ares da natureza está querendo, principalmente, relaxar. Equilibrar o estilo pessoal com objetos da terra ajuda a dar o clima. Nessa empreitada, vale a pena tirar partido de tijolos aparentes, telha em cerâmica e outros materiais integrados ao meio ambiente.
"Mesmo para uma pessoa muito sofisticada, é possível usar elementos nobres sem perder o regionalismo", afirma o arquiteto Romero Duarte. Nesse caso, ele sugere um mobiliário antigo e revestimentos como couro e fibras. Tudo para entrar em sintonia com a paisagem. E, se o terreno for desnivelado, o interior da casa pode ganhar pedras, que, além de fazer parte da sustentação, integra a decor. Esta é uma alternativa trabalhada por ele no Condomínio Terras de Santa Fé.
Outra dica na hora de escolher os móveis é combiná-los com os adornos. Quem propõe é Vânia Bastos, da loja Casa Viva. Há 15 anos atuando no setor, ela garanteque o estilo campestre está sendo procurado, também, por quem mora na cidade e quer unir o rústico ao moderno. Nesse caso, explica, os móveis são mais leves: "Hoje, é possível decorar toda a casa com itens country. As possibilidades são muitas, desde a cama até a cristaleira ou chapeleira", garante.
Em madeira maciça, eles são fabricados em Gramado e a diferença dos pernambucanos - oferecidos nas muitas lojas no caminho de Gravatá, esclarece Vânia, é o acabamento mais sofisticado. Os tons variam entre mogno, natural, tabaco, castanho e mel. Na Casa Viva, os dois últimos são os mais procurados.
Para que tudo fique no mesmo padrão, o piso não deve ser esquecido. Aí, a novidade é o Durafloor Studio, lançado pela Duratex. No padrão Freijó Rústico, há um chanfro nas laterais, tornando-o semelhante aos assoalhos de madeira de tábua corrida. Já nas portas e janelas, de acordo com a arquiteta Ana Cunha, as madeiras indicadas são peroba, imbuia, cedro, sucupira e jacarandá.
Para quem é adepto da praticidade,os estofados ganham capas fáceis de lavar. Na loja Tear, elas possuem fio de algodão cru ou tingido. Além dos tons neutros, como bege e marrom, há cores cítricas, como verde-limão, amarelo, entre outras, que "levantam" o ambiente. No mesmo estilo, redes, almofadas, colchas de cama entram em harmonia com cestos de vime, luminárias, tapetes e outros objetos.
Serviço
Romero Duarte - 3222.0971
Ana Cunha - 8824.4244
Tear - 3427.3070
Casa Viva - 3441.4963