Artista expõe em Natal(RN) e participa na Argentina de encontro de poesia experimental
O ano de 2003 pode ser considerado o mais intenso na carreira do artista plástico Bruno Monteiro, especialmente neste segundo semestre. Não em termos de produção, pois ele está sempre debruçado sobre novas idéias, mas em relação ao alcance e à visibilidade das obras. Este pernambucano de 35 anos, que realiza investigações no campo visual desde 1993, vê sua arte tomar nova dimensão, ao ser convidado para alguns eventos relevantes, no Brasil e no Exterior, no período de poucos meses. "Meus trabalhos são poesias com números, o desdobramento da pesquisa que desenvolvo sobre a escrita (gramática) e o fluxo poético", define.
A agenda de novas exposições começou dia 12 de setembro, na Pinacoteca de Natal, no Rio Grande do Norte, onde Bruno Monteiro revela ao público seus Âmbitos ou Métrica Expandida, da série Métricas. Nestes jogos visuais, o artista tira significado e significante do texto, aproveitando-lhe a forma. Estas brincadeiras no espaço são sempre feitas com impressões sobre papel, e resultam de uma pesquisa do autor em mais de 500 fontes de computadores.
Em breve, o artista autodidata - que também é formado em Química Industrial e fez mestrado em Síntese Orgânica - inaugura Âmbitos "a", sua primeira individual no Instituto de Arte Contemporânea (IAC), na Madalena, com instalações.
Outra conquista comemorada é o convite para o 6º Encontro Internacional de Poesia Visual, Sonora e Experimental, que acontece de 25 de ste mês à 19 de outubro, em Buenos Aires, na Argentina. Ele é o único nordestino e, entre os brasileiros, foi selecionado ao lado do ex-Titãs, músico e poeta Arnaldo Antunes.
O artista também foi aprovado para o projeto Projéteis da Arte Contemporânea, da Funarte, e terá um de seus trabalhos integrando uma coletiva, em novembro, na sede da instituição, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. Ele concorreu com mais 280 inscritos de todo o Brasil e é o único selecionado do Nordeste. (Tatiana Meira)