O levantamento realizado na igreja de Santa Teresa é um dos seis inventários previstos para serem feitos pelo Iphan, na capital pernambucana, até o próximo ano. A segunda etapa, que reúne o conjunto arquitetônico da Basílica e Convento do Carmo, já começou a ser executada pela equipe técnica, devendo o mesmo ser feito nos templos de Nossa Senhora da Conceição dos Militares, do Terço, de São José do Ribamar e a Matriz de Santo Antônio.
"Os inventários nos monumentos ligados aos carmelitas e a matriz são os mais difíceis de serem executados devido ao maior tamanho do acervo", frisou o superintendente regional, Frederico Almeida. A meta, entretanto, é a mais ambiciosa. A parceria do Iphan com a Vitae, organização de cunho internacional, prevê que, em seis anos, se faça levantamento semelhante ao de Santa Teresa nos 84 bens tombados, em Pernambuco, pela União.
Com isso, o Estado se igualará a Minas Gerais e ao Rio de Janeiro, que já possuem todos os bens históricos e artísticos inventariados. Almeida lembrou que, nos anos 70 do século passado, o Iphan fez algo parecido na Igreja de São Pedro dos Clérigos. "Mas sem a profundidade do que se está fazendo agora", justificou. O Mosteiro de São Bento, em Olinda, o Convento de Santo Antônio, em Igarassu, constam na lista dos futuros beneficiados.
Todos os levantamentos - que exigem medição, fotografia e especificação estilística de cada peça - resultarão em relatórios. O referente ao templo de Santa Teresa, por exemplo, terá 10 volumes. Segundo Almeida, esse tipo de trabalho facilitará o controle da preservação do acervo; as entradas e saídas das peças no País, caso sejam requisitas para exposições internacionais; e ajudará na identificação das peças roubadas.
Para isso, quatro cópias dos inventários serão distribuídas. Uma ficará com as instituições que administram os imóveis, duas com o Iphan - Arquivo Central, no Rio de Janeiro, e o escritório regional, no Recife, - e outra com a Fundação Vitae, financiadora dos projetos.