Edição de Domingo, 21 de Setembro de 2003
 
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Exatta utilizou metologia domiciliar

A pesquisa de opinião feita pela Exatta - Empresa de Pesquisas Técnicas Ltda -, sediada em Jaboatão, teve como objetivo avaliar a administração do Governador Jarbas Vasconcelos, entre os dias 16 e 19. A metodologia de aplicação de questionários utilizada pela Exatta foi "rigorosamente" domiciliar, destacou o coordenador da pesquisa, João Matos. Ou seja, cada um dos 1.640 entrevistados recebeu em sua residência a visita do pesquisador. O levantamento teve amostragem de eleitores, com cotas de sexo, idade, grau de instrução e mesorregião, sendo a seleção dos entrevistados aleatória. A amostra contou com o sistema de autoponderação dos dados, considerando as informações mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Tribunal Regional Eleitoral (TRE). "A autoponderação corrige desvios estatísticos", explicou João Matos. Segundo ele, de acordo com esse sistema, a Exatta deu pesos proporcionais a cada região para se chegar ao índice de aprovação de 73% do Governo Jarbas. Nesse contexto, o Agreste foi responsável por 26% do resultado da pesquisa; a Região Metropolitana 22%; o Recife 19%; a Mata 16%; o Sertão 12% e o Sertão do São Francisco, especificamente, 6%.

  As informações tiveram tabulação eletrônica. Os entrevistados responderam às perguntas que indagavam sobre a administração, a partir dos critérios "ótima", "boa", "regular positivo", "regular negativo", "regular regular", "ruim" e "péssimo". Essas definições servem para muitos institutos para definir o Fator de Excelência Administrativa (FEA). E também serviu, excepcionalmente, para a Exatta na análise dos resultados desta pesquisa.

  Segundo o método FEA, cada resposta tem um peso ponderado. As respostas "ótima" ganham peso 4 e por esse número são multiplicados. As "boa" têm peso 3; as "regular positiva" 2 e a "regular regular" 1. Os pesos adotados para as respostas de reprovação a Governo são negativos. Os percentuais das respostas "regular negativa" são multiplicadas por -2 (menos dois); das "ruim" por -3 (menos três); e das "péssimas" pelo peso -4 (menos quatro). No caso específico da pesquisa do Governo Jarbas, o resultado obtido pela Exatta, de acordo com o critério FEA, foi o seguinte: somou-se o bloco dos resultados positivos e obteve-se o total de 222 pontos. A soma dos pontos negativos gerou -56 pontos negativos. Subtraindo-se um número do outro (222-56), constatou-se que o FEA do Governo Jarbas foi de 166.

  Ao serem somados os índices percentuais das respostas apresentadas, o total chega 96%. João Matos explicou que essa diferença para os 100% se dá em razão das respostas "não sabe e não respondeu" (um índice de 3% dos entrevistados) e em razão dos decimais percentuais que não foram apresentados para melhor visualização dos resultados.


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