Cálculos mostram que até nomes fortes estão na zona de perigo
Toda eleição é difícil. Costumam dizer os candidatos em tempos de pré-campanha. A disputa de 2004, no entanto, promete superar o grau de dificuldades dos pleitos anteriores. Na Câmara do Recife, a possibilidade de perder a eleição preocupa vereadores novatos e veteranos. A matemática usada pelos próprios parlamentares coloca na zona de perigo nomes conhecidos pela densidade de voto de cada um. Na avaliação dos parlamentares, o diferencial da campanha do próximo ano está no campo majoritário, quando três forças políticas estarão disputando a Prefeitura do Recife. Culturalmente, a polarização se dava entre dois candidatos.
A campanha de 2004 será caracterizada pela formação de grupos e seus aliados. A coligação União Por Pernambuco, liderada pelo governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), o PTB, presidido pelo deputado federal Armando Monteiro Neto, e o PT, que defende a reeleição do prefeito João Paulo. Diante do atual quadro político, os vereadores buscam encontrar o melhor caminho para garantir a renovação de seus mandatos.
"A tendência é que cada um deles procure o melhor candidato", disse o cientista político da Fundação Joaquim Nabuco, Túlio Velho Barreto. Segundo ele, a antecipação da pré-candidatura do deputado federal Joaquim Francisco (PTB), por exemplo, provocou um impacto imediato aos candidatos proporcionais. Hoje, o partido tem a maior bancada na Câmara, com nove parlamentares. Nos bastidores, os comentários dão conta de que a legenda não deverá eleger todo o bloco petebista.
A previsão - de um parlamentar em reserva - é de que está garantida a eleição de Antônio Luiz Neto, Francismar Pontes (ex-PSB), Rogério de Luca e Roberto Andrade, que conta com o apoio de Joaquim Francisco. Os demais vereadores - Carlos Gueiros, Murilo Mendonça, Eduardo Marques e José Neves - brigariam pelas outras vagas.
No PT existe a possibilidade de um acordo com o PSC e PSL. Caso isso se confirme, os nomes de Gilberto Luna (PSL), Antônio Oliveira (PSL) e Cleurinaldo Lima (PSC) entraria na disputa, levando para a zona derisco Paulo Dantas (PCdoB) e os petistas Osmar Ricardo, Edvaldo Gomes, Josenildo Sinésio e Jurandir Liberal, que têm menor densidade eleitoral de que os futuros aliados.