A pré-candidata Efigênia Oliveira mostra sinais de incômodo dentro do PPS desde 2002, quando ela tentou concorrer a uma cadeira de deputada estadual pelo partido. Segundo ela, o PSB foi a opção diante da postura de Elias que lançou o filho (Betinho Gomes) como o postulante pós-comunista do Cabo à Assembléia Legislativa.
As indisposições do PT com Elias, por sua vez, existem desde o início da primeira gestão. Para o prefeito, a questão é um problema interno do PT. Porém, a ala do 'contra', comandada pelo o vereador petista José Carlos Lima e pelo secretário-geral do PT, Severino João da Silva, argumenta que a forma com que Elias conduz a aliança é o motivo das divergências.
Segundo José Carlos, mais uma vez, mesmo tendo bons nomes, o PT não terá vez para encabeçar a chapa para 2004. "O prefeito está adiando a decisão, exclusivamente, para não dar tempo de nenhum outro partido trabalhar nomes livremente", frisa, acrescentando que o bloco contrário à manutenção da aliança com Elias defende dois nomes paraa pré-candidatos: o deputado federal Fernando Ferro e o jornalista Wellington Esteves.
Na avaliação do vereador, mesmo obedecendo a decisão do PT, que é permanecer na aliança, não existe um consenso dentro da legenda. "O referendo que fizemos em maio estabeleceu que iríamos nos manter na base até o final da atual gestão, mas não ficou acertado que vamos estar juntos na disputa de 2004".
O presidente municipal do PT, Claudemir Souza, aliado do prefeito, rebate que o referendo decidiu que o PT do Cabo, por completo, estaria na aliança. Defendendo a pré-candidatura do vice-prefeito, Antônio Medeiros (PT), Souza destaca que a unidade é fundamental para 2004. "Nossa pretensão é de juntar e não de atrito. Estaremos disputando contra candidatos consideráveis".