Socialista Efigênia Oliveira cobra definição urgente sobre seu nome
Josué Nogueira
DA EQUIPE DO DIARIO
A disputa pela prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, começou a ganhar contornos defitivos na semana passada. O prefeito reeleito do município, Elias Gomes (PPS), anunciou, na última segunda-feira, a formação da frente O Cabo não Pode Parar de Avançar, composta por 11 partidos, visando a corrida pelo executivo municipal em 2004. Embora não tenha ainda definido o nome, o bloco comandado por Gomes arma-se para a corrida que já conta com dois pré-candidatos: o deputado estadual Lula Cabral (PMDB) e o ex-prefeito Jacó Gomes (PL).
A iniciativa do prefeito, no entanto, enfrenta uma crise interna. Como se não bastassem os ataques dos adversários, os aliados da frente não poupam críticas a atitudes de Elias Gomes. O PSB reclama da morosidade na indicação do nome do candidato. Ao invés de janeiro, como quer o prefeito, a sigla socialista defende urgência na definição. Por sua vez, parte do PT observa que a indefinição justificada pela 'necessidade de amadurecer um plano de governo', é uma estratégia de Elias para garantir um nome do PPS na cabeça da chapa.
Pré-candidata a prefeita apenas no âmbito da frente recém-formada, a vereadora socialista Efigênia Oliveira comenta que seu nome está à disposição da aliança, mas quer uma definição imediata - sua pré-candidatura foi lançada no dia 12 com a presença do presidente nacional da sigla, deputado federal Miguel Arraes (PSB). "Todo projeto encarna um nome", disse, observando que não acredita que o prefeito esteja ganhando tempo para lançar um candidato do PPS. "No nosso entendimento o nome mais forte deve ser o escolhido".
Efigênia observa que se o nome com maior capacidade de aglutinação e potencial eleitoral não for considerado, ocorrerá um desrespeito aos partidos que historicamente mantém a frente de esquerda no Cabo (PT, PCdoB e PSB). "O projeto não é de Elias, nem do PPS e, sim, da democracia".
O prefeito Elias Gomes rebate os posicionamentos do PSB e da ala do "contra" do PT lembrando que os dois partidos participaram da formação da frente e concordaram com o projeto. Destaca também que não há motivo para inverter o processo da frente. "Não deve se começar pelo fim, já indicando o nome. Os pré-candidatos colocados são legítimos, mas a construção da unidade é feita dentro de um processo. Temos primeiro que montar um programa de governo e depois definiremos o perfil do candidato. Em janeiro, vamos escolher o nome".
Segudo o prefeito, além dos já colocados, existem outros pré-candidatos com potencial. "Mas prefiro não relacioná-los", frisou, fugindo das especulações de que teria preferência pela seus secretários de Desenvolvimento Social e Promoção Humana e de Esportes, respectivamente, Mirtes Cordeiro e Elmo de Freitas. Ele enfatizou que é importante não perder o foco da estratégia. "Temos o plano estratégico 2010 e precisamos ter confiança no processo", comentou. "O projeto é que tem que sustentar a candidatura e não o contrário".