|
 |
Socialistas podem ser fiel da balança na eleição 2004
Segunda é um dia decisivo para o rumo dos socialistas na sucessão do Recife, em 2004. A Executiva do PSB vai decidir um possível rompimento com o petista João Paulo (PT), prefeito do Recife. Está prevista a participação do presidente nacional do partido, Miguel Arraes. A crise entre as duas legendas foi agravada na última sexta. Os integrantes do PSB reagiram às declarações do presidente estadual do PT, Paulo Santana, insinuando uma tentativa de barganha dos socialistas para ocupar o lugar de vice na chapa de João Paulo, ano que vem. O secretário de Administração, Danilo Cabral (PSB), chegou a entregar o cargo ao partido como forma de protesto.
Independente da decisão final dos socialistas, hoje o PSB passa a ser um tipo de fiel da balança na eleição do Recife em 2004. O Partido dos Trabalhadores teme que o PSB seja seduzido pelos "encantos" do PTB e passe a apoiar a candidatura do ex-governador Joaquim Francisco (PTB). Joaquim, por sua vez, alimenta a especulação em torno de uma possível aliança com os socialistas. Na última sexta-feira, ele comentou que o deputado federal Eduardo Campos (PSB) lhe disse informalmente que caso seu partido rompesse com o PT, uma parceria política com o PTB não estaria descartada.
jarbas- De acordo com o presidente municipal do PSB no Recife, Milton Coelho, o partido tem buscado a unidade das forças de esquerda, mas é preciso que as conversas mantidas com o PT tenham estabilidade. Os socialistas discordam da relação amistosa mantida por João Paulo com o governador Jarbas Vasconcelos. "A gente conversa com o grupo do PT, dialoga e de repente o prefeito vai a público fazer elogios a Jarbas", criticou.
De acordo com os socialistas, os sinais de aproximação entre João Paulo e Jarbas tem deixado o PSB em estado de alerta. Em sua avaliação, o isolamento de João Paulo não interessa aos partidos aliados. "Se ele é esmagado de uma maneira ou de outra as legendas de esquerda vão juntas. Esperamos dele uma atitude no sentido de recompor as forças de esquerda no segundo turno", afirmou.
Milton Coelho apontou "deslizes" cometidos pelo Governo João Paulo que estariam tendo reflexo no processo de enfraquecimento de um palanque único das esquerdas. O primeiro deles envolve a política de preenchimento dos cargos de primeiro escalão. "Os secretários que representam os partidos não se sentem de fato parte do Governo. Eles não tiveram a liberdade de montar suas equipes nem os nomear os adjuntos", afirmou.
A segunda falha é o papel desenvolvido pelo Conselho Político - criado para garantir a unidade do governo petista. "Ele não funciona. Os partidos não foram ouvidos sobre as principais decisões da Prefeitura".
João Paulo rebateu as críticas do PSB, alegando que não há nenhuma aproximação política entre o projeto político do PT com o do governador. Segundo o prefeito, se não fosse a parceria entre o Governo do Estado e a PCR vários projetos de interesse da população seriam prejudicados.
|
 |
|