Dívida argentina
DUBAI - O Conselho de Diretores do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou, ontem, a concessão de um crédito de US$ 12 bilhões a Argentina. Com isso, o país poderá nos próximos três anos honrar as suas dívidas com o organismo multilateral. O total da dívida da argentina com organismos multilaterais é de US$ 21 bilhões, que deverá ser também refinanciada nos próximos três anos. Houve abstenções entre os 24 diretores do FMI que avaliaram a questão. Alguns deles observaram que o acordo não é suficientemente rigoroso.
Membros da equipe econômica argentina afirmaram que o plano de reestruturação da dívida do país com o setor privado deverá ser revelado na próxima segunda-feira, durante a reunião anual do FMI e Banco Mundial, em Dubai.
RESPALDO - O secretário de Finanças da Argentina, Guillermo Nielsen, em entrevista a uma rádio de Buenos Aires, assegurou, ontem, que a aprovação do acordo da Argentina pelo FMI, com pacote de empréstimo de US$ 12 bilhões, representa um respaldo da comunidade internacional àpolítica de desenvolvimento do governo argentino. A aprovação do Conselho do FMI está em linha "com o nosso trabalho e mostra claramente que estamos saindo da crise", afirmou. Nielsen está em Dubai, acompanhando o ministro da Economia, Roberto Lavagna na reunião do FMI.
Nielsen salientou em sua entrevista que "a comunidade internacional está respaldando o trabalho que estamos fazendo e para tanto, ao dissipar as incertezas, se deveria ter um incentivo para a volta dos investimentos do setor privado".
Disse ainda que amanhã o ministro Lavagna detalhará todos os detalhes da proposta de restruturação da dívida que hoje está em situação de default junto a credores privados.