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OMS faz alerta sobre câncer de pele
GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) deu início a uma campanha internacional para alertar pais e escolas sobre os perigos de se manter crianças sob o sol por um tempo além do adequado. O motivo da campanha é claro: evitar que essas crianças desenvolvam, em alguns anos, câncer de pele e catarata, causados pela radiação ultravioleta. Segundo a OMS, o buraco na camada de ozônio está permitindo que essa radiação gere doenças com maior facilidade e, no caso das vítimas, as crianças são as mais vulneráveis. A agência da ONU para a saúde informa que, por ano, 130 mil novos casos de câncer de pele são detectados e 66 mil pessoas morrem por causa da doença.
Para começar a reverter essa tendência, a OMS percebeu que não pode orientar apenas adultos a se protegerem nas praias ou parques contra os raios ultravioletas. A prevenção deve começar na infância e uma série de recomendações estão sendo feitas para que escolas ajudem a evitar futuros casos de câncer. A primeira e mais básica sugestão é programar atividades dentro de salas de aula entre 10h e 15h, período em que os raios solares são mais perigosos. Durante o recreio e horário de almoço, as escolas devem fornecer locais com sombra para que as crianças possam evitar uma exposição excessiva ao sol. Em caso de excursões, professores são instruídos a exigir o uso de bonés pelos alunos.
Mas especialistas reconhecem que a campanha irá exigir, mais do que medidas concretas, uma mudança no médio prazo no comportamento das crianças e de adultos em relação à exposição ao sol. Outro problema: em muitas regiões pobres do Mundo, escolas sequer contam com salas de aulas suficientes e dão cursos ao ar livre, na maioria das vezes sob um forte sol.
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