Edição de Domingo, 21 de Setembro de 2003
 
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Meio século de opressão

Nascido em 1935, Tenzin Gyatso (em tibetano quer dizer, Oceano de Sabedoria) foi reconhecido como reencarnação de Thupten Gyatso, 13º Dalai-Lama, aos dois anos de idade. Tenzin Gyatso, o 14º Dalai-Lama do Tibet e Prêmio Nobel da Paz em 1989, é o líder espiritual de milhões de budistas. O cargo é dividido com outro não menos importante: o de chefe de Estado no exílio.

  O território tibetano foi invadido em 1950 por tropas do Exército de Libertação Popular (ELP) da China. O simbólico Exército do Tibet foi dizimado e mais da metade do país colocado sob jugo do governo chinês. Nove anos depois, os tibetanos tentaram, em vão, um levante. O Dalai-Lama fugiu então para Dharamsala, no Norte da Índia, onde vive até hoje.

  Após cinco décadas de conflito - que resultaram na prisão e execução por Pequim de dezenas de dissidentes e levaram 100 mil tibetanos ao exílio -, o governo do Tibet e a República Popular da China negociam uma saída diplomática para a crise.

  Delegações de alto nível trocam visitas desde o ano passado, quando as conversações deixaram de ser secretas, entre Dharamsala e Pequim. Mesmo sendo pressionado a não viajar pelo Mundo para divulgar a causa tibetana, o "Oceano de Sabedoria" continua encontrando-se com líderes mundiais e falando para multidões em todos os países por onde passa. Nas últimas semanas ele esteve nos Estados Unidos, onde encontrou-se com o presidente George W. Bush.


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