(Atualizado no dia 17/09/2003)
 
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Grupo local estuda redes P2P

As redes peer-to-peer (P2P) são conhecidas pela possibilidade de troca de arquivos, especialmente, os de música e filmes, pela internet. Mas existem diversas outras aplicações que podem fazer uso dessas redes que ainda são pouco exploradas. É o caso de compartilhamento de processadores, da capacidade de armazenamento e da busca distribuída, exemplos que são objeto de estudo do Grupo de Trabalho P2P, financiado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e coordenado pelo professor Djamel Sadok, do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco.

  O objetivo é criar plataformas na RNP2 (internet de alta velocidade) para sustentar aplicações P2P e desenvolver protótipos dessas aplicações. "É um sistema que foge dos paradigmas existentes, porque não possui organização hierárquica ou pré-estabelecida, por isso, o nosso interesse", justifica Djamel Sadok. As redes P2P não utilizam a tecnologia cliente/servidor, elas são ligadas ponto a ponto. O usuário é capaz de acessar uma máquina a partir da sua, sem intermediários. Nesses sistemas, o software que é executado em cada elemento (ponto) é equivalente em funcionalidade.

  Outra vantagem das redes P2P é que, para seu funcionamento, não existe a necessidade de um hardware adicional de alto desempenho para coordená-la. "Também é possível utilizar a capacidade de processamento e armazenamento que ficam sub-utilizadas em máquinas ociosas", acrescenta Sadok. De acordo com o professor, pode-se criar um mainframe (computador capaz de suportar centenas de usuários simultaneamente) com a "sobra" da unidade de processamento (CPU).

  O grupo, que iniciou as atividades este mês, reúne 11 pessoas - do CIn, da Universidade Federal de Minas Gerais, do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) da Paraíba e da Tim Nordeste, que fornecerá o acesso via General Packet Radio Service (GPRS). "Queremos avaliar o impacto que as redes P2P causam nos equipamentos sem fio", conta o professor. A princípio, os estudos serão realizados em computadores de mão. "No casodo celular, o consumo de bateria aumentaria muito, então, ainda não sabemos se usaremos o aparelho", diz.

  Além do grupo P2P, a RNP selecionou mais seis grupos, que terão duração de um ano. Os outros temas de estudos são: qualidade de serviço 2, diretórios para educação, voz sobre IP avançado, vídeo digital 2, configuração de redes e infra-estrutura de chaves públicas para o âmbito acadêmico. No total, foram submetidos 19 trabalhos de boa qualidade de instituições de pesquisa de todo o País. Os trabalhos foram avaliados por um comitê técnico formado por representantes da RNP e da comunidade acadêmica. (A.P.)


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