(Atualizado no dia 17/09/2003)
 
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Produtoras reclamam

Por outro lado, assim como as gravadoras têm brigado pelos direitos autorais, as produtoras legais de filmes pornôs reclamam que não ganham nada com a troca de arquivos. Dizem que gastam dinheiro para garantir que o material caia apenas nas mãos de adultos e que não têm controle sob o que caiu na internet. Nos Estados Unidos, estão tentando por em vigor uma lei que obriga que os serviços de troca de arquivos peçam a autorização dos pais quando os usuários forem crianças. Claro que a tal lei enfrentará problemas tecnológicos e até legais para que funcione satisfatoriamente, até porque a maioria dos serviços não está sediada na terra do Tio Sam. Os serviços se defendem, dizendo que não são diferentes dos programas de e-mail, dos navegadores ou dos chats e, como eles, possuem filtros (leia matéria na página D2).

  Sexo é um dos assuntos prediletos das pessoas e isso se repete na internet, conseqüentemente, existem milhões de sites com o tema. Só no sistema de busca Google, aparecem 199 milhões de ocorrênciasnuma procura por sex, e em Português, 1,4 milhão. "Sempre que acesso a internet, visito alguma página de sexo, como a Playboy e outras", conta o estudante T.S., 22 anos, que não quis se identificar. Mas os números indicam que houve uma queda pela procura do tema na web, os assuntos mais sérios estão ganhando espaço. No ranking do próprio Google, a palavra sex não aparece entre as dez primeiras colocadas.

  Também não existe alguma evidência de que a pornografia nos sistemas de P2P esteja aumentando mais do que nos outros meios da internet. Outro exemplo dos Estados Unidos mostra, numa pesquisa do Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas (National Center for Missing and Exploited Children), que a pornografia infantil caiu de 2,1% para 1,3% este ano. Ainda assim, o volume de procura é grande, mais de trinta milhões de pessoas visitam home pages pornográficas por dia, segundo o Cnet. "Não vejo nenhum problema em visitar sites de sexo, desde que não tenha algo relacionado a crianças, porque isso écrime", afirma a publicitária D.A.

  Vale lembrar que a indústria do sexo na internet sofreu uma derrota este ano, com várias decisões comercias que estão dificultando a venda de produtos e serviços relacionados ao tema. Os cartões de crédito Visa e Mastercard impuseram novas regras para seus clientes, limitando o acesso a sites pornográficos. A American Express já não trabalha com conteúdo adulto desde 2000. A Visa, por exemplo, exige agora uma série de condições para sites adultos nos Estados Unidos, uma delas é um depósito de US$ 750. Uma das razões é que existe muita fraude no mercado de pornografia na web. Além disso, muita gente, depois que a fatura do cartão chegava em casa, negava que havia feito a compra - acontecia de a esposa descobrir a fatura e o marido ligar para a operadora indignado, dizendo que jamais havia visitado a página. (A.P.)


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