Edição de Domingo, 21 de Setembro de 2003
 
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Rubro-negro é o rei dos empates na Segundona

Sport já empatou dez vezes em 22 partidas na competição deste ano

Márcio Cruz
Da equipe do DIARIO

De grão em grão a galinha enche o papo. Esse dito popular pode até ser vir para a galinha, mas não para o Leão. Ainda mais quando o assunto não é encher a barriga e sim a tabela de pontos. Hoje, o Sport só não está comemorando com folga as primeiras colocações no Campeonato Brasileiro da Série B porque o time empata demais. E, em uma competição em que uma vitória vale três pontos e um placar igual apenas um, isso é sempre um fator complicador para qualquer clube.

  Isso se torna ainda mais grave quando, em casa, o resultado também ocorre com regularidade. Dos dez empates, em 22 jogos, seis foram diante da própria torcida, aqui na Ilha do Retiro. Em algumas partidas, como as diante do Londrina, do América/RN e da Anapolina, o rubro-negro até que sobrou em campo. Mas, com um poder de fogo inoperante, acabou perdendo pontos fundamentais em uma Segundona marcada, desde o início, pelo equilíbrio de forças.

  Mas será que é esse o fator que vem determinando tantos empates? O técnicoHélio dos Anjos até admite que sim, mas põe a maior culpa na ineficiência dos seus atacantes e laterais. "Queria apenas duas vitórias no lugar de dois empates desses. Se isso tivesse ocorrido em junho e julho, esses resultados de agora teriam repercussão bem menores. Isso não ocorreu porque, neste Campeonato Brasileiro da Série B, quem está desequilibrado é o ataque. A defesa, vem muito bem, e é a menos vazada da competição. Temos que fazer alguns ajustes no posicionamento e movimentação dos atacantes e também cobrar mais agressividade dos laterais. Com isso, as vitória certamente vão ocorrer com mais freqüência do que os empates", avaliou.

  O meia Cléber, um dos destaques do rubro-negro na competição, disse que ninguém na equipe pode colocar na falta de sorte a culpa por tantos tropeços. "Não acho que seja azar. Oportunidades a gente está criando, mas não está conseguindo fazer os gols. Um exemplo disso foi o jogo com a Anapolina, onde a ansiedade acabou evitando um resultado melhor. Por isso, o que mais peço agora neste jogo diante da Portuguesa, sábado que vem, é o apoio maciço do nosso torcedor. Gostaria muito que eles empurrassem a equipe como estão fazendo os torcedores do Ceará e do Remo", declarou.

  Já o também meia Nildo, que está empatado com Gaúcho na artilharia do rubro-negro na Segundona, ambos com seis gols, acha que o questionamento poderia ser outra. "Ninguém pergunta porque a gente ganha tanto fora de casa. Mas isso é natural, pois quando o resultado não vem, principalmente em casa, as cobranças são enormes. Em alguns desses empates, jogamos tão bem que fica difícil falar porque eles aconteceram. Poderíamos, com mais vitórias, estar em uma classificação bem melhor neste momento da competição. Mas não deu e agora é pensar apenas em vencer a Portuguesa", salientou.

  Com relação aos elogios da crítica, que colocaram a culpa do recente empate em Caxias na sua ausência em campo, Nildo é enfático: "Quem entra sempre procura dar tudo por uma vitória e não posso ser arrogante ao ponto de achar que o Sport não venceu porque eu não estava em campo. Por outro lado, é bom estar sendo lembrado positivamente e estar sempre ajudando o grupo a buscar bons resultados. Espero que isso também possa ocorrer na última rodada diante da Lusa", destacou, falando que não se empolga mais com os elogios. "Antes eu me empolgava. Agora não. A experiência acaba deixando o atleta um pouco mais frio em relação à críticas e também aos elogios".








 
 
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