Com tantos velejadores de fora participando da 15ª Refeno - dos 93 barcos da regata, apenas 23 são estaduais e o resto de outros Estados e até de outros países - o evento rende muitos dividendos aos cofres pernambucanos. Ou seja, além de estarem em preparação para a regata, a presença de tantos iatistas forasteiros aumenta o turismo local. "Eles, acima de tudo, vêem para realizar turismo por aqui", confirmou o coordenador geral do evento, João Paulo de Melo.
Segundo o diretor financeiro do Cabanga Iate Club, Adauto Wanderley, o saldo dos dias que antecedem a Refeno chegou no ano passado a render R$ 250 mil à economia recifense. "Este ano a expectativa é de valores ainda maiores, já que o número de barcos luxuosos aumentou com relação ao ano passado. Todos os barcos participantes são de médio a grande porte", explicou.
ALIMENTAÇÃO - O principal beneficiado é o setor de alimentação. Além do gasto com as três refeições diárias, os velejadores abastecem os barcos para os dias de Refeno nos supermercadosdo Recife. "A gente deixou para comprar os alimentos aqui, por que não dá para viajar cheia de pacotes", informou a brasiliense Chirstina Fradiani, capitã do barco Drifter. Os outros setores que abocanham parte desse lucro são os do ramo hoteleiro e de combustível.
O arquipélago de Fernando de Noronha também aguarda com ansiedade a chegada dos componentes da Regata e espera arrecadar mais dinheiro que o Recife. De acordo com o ex-administrador da ilha, Sérgio Sales, em 2002 houve um ganho de U$ 100 mil, cerca de R$ 300 mil. A alimentação novamente aparece como carro-chefe. As pousadas e o artesanato aparecem em seguida na lista dos mais procurados setores econômicos.