Comércio de petrolina enfrenta crise atraindo novos investimentos
A atual conjuntura econômica do país ainda não é aquela desejada pela classe empresarial. Os números do desemprego continuam elevados - e preocupantes. No Governo Lula, a recessão chegou a atingir o patamar de 13%, o que não acontecia desde o ano de 1964, quando o Brasil mergulhava nos Anos de Chumbo do regime militar.
Um dos setores que mais sentem os reflexos da crise na economia é o comércio. Em Petrolina isso não seria diferente. Apesar disso, o município sertanejo consegue demonstrar um poder de reação surpreendente, até mesmo diante dessas adversidades.
Quem garante isso é o atual presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), João Batista Siqueira. Ele cita como exemplo a recente chegada de grandes grupos empresariais a Petrolina, como as Lojas Rabelo e o Armazém Paraíba - ambos no setor de eletroeletrônicos.
Além disso, o principal foco comercial de Petrolina - o centro - passou a ganhar um novo fôlego justamente no auge da crise. É o caso da Avenida Guararapes, que nos anos 80 movimentava emlarga escala a economia local e na década seguinte se assemelhou a uma cidade-fantasma, diante da debandada dos comerciantes.
Com o investimento dos lojistas, que resolveram apostar de novo as fichas na Guararapes, a avenida retomou o seu estatus de 20 anos atrás. Hoje a avenida colabora decisivamente com a geração de emprego e renda no município. "O prefeito Fernando Bezerra prometeu também revitalizar a Avenida, o que sem dúvida vai representar um ganho importante para o comércio local", frisou João Batista.
Além do centro, outro elemento gerador de renda em Petrolina é o River Shopping. Construído em 1995, na primeira gestão de Fernando Bezerra, o complexo de lojas consolidou-se com grande êxito, em relação a outros do mesmo porte implantados em cidades do interior. "Em Caruaru, por exemplo, o shopping está praticamente fechado", revelou o presidente da CDL.
Estimativa - João Batista ressaltou que órgãos como a Embrapa e a Codevasf também são essenciais para fazer circular o dinheiro dentro do município,estimulando o comércio, mas a cautela do Governo Lula com a economia do país fez com que os recursos diminuíssem.
Nem por isso ele deixa de acreditar numa melhoria em médio prazo para o setor. "Acreditamos que nos próximos seis meses o comércio local deverá atingir um nível satisfatório de vendas", ponderou João Batista. De acordo com informações do Sebrae/Petrolina, existem atualmente 12 mil pontos de venda no município - sendo 6 mil na zona urbana e outros seis mil na zona rural.
Caso a previsão do presidente da CDL se confirme, a economia petrolinense tem tudo para driblar a crise. "O comércio é o setor que mais emprega no país e Petrolina, apesar do momento desfavorável, está numa posição relativamente cômoda", concluiu João Batista.