Avanço em atendimento ratifica cidade na posição de pólo médico da região
Impulsionada pela fruticultura irrigada, Petrolina desenvolveu-se numa velocidade pouco comum a outros municípios de mesmo porte. Um bom exemplo deste crescimento promissor pode ser observado na área de Medicina, que deu um efetivo salto de qualidade a partir do início dos anos 80.
Desde então, o município petrolinense conseguiu um avanço importante na Medicina que o elevou à condição de pólo médico. Para se ter uma idéia, estima-se que cerca de 300 médicos especializados trabalhem atualmente entre as cidades de Petrolina e Juazeiro (BA).
Além disso, as Universidades Federais da Bahia (UFBA) e Pernambuco (UFPE) formam, a cada semestre, pelo menos 500 novos profissionais. A boa imagem da região acaba atraindo boa parte deles. Mas nem sempre foi assim. Até 1983, os pacientes da região que necessitavam de uma intervenção cirúrgica eram obrigados a se deslocar para os grandes centros, onde o progresso da Medicina sempre esteve mais presente.
As coisas começaram a mudar a partir daquele mesmo ano, com a implantação do Hospital Neurocárdio. Hoje já são sete os hospitais da rede privada, somente em Petrolina, sendo três de grande porte, que vêm prestando um atendimento compatível com os das principais cidades brasileiras.
Cirurgias - Para ratificar este fato, basta citar o pleno sucesso das delicadas cirurgias cardíacas - mais de uma dezena - e de nove transplantes renais. O médico Luiz Otávio, que lidera a equipe responsável pelos transplantes de rim e também é presidente da Unimed, considera o progresso da Medicina praticada na região "o resultado da maturidade e competência do sistema de saúde regional como um todo".
Segundo Luiz Otávio, o grande marco desta nova fase da Medicina sanfranciscana foi certamente o êxito dos nove transplantes renais. "A construção do Hospital de Traumas e o do Câncer deverá consolidar ainda mais a região como um pólo médico", ponderou o especialista.
Luiz Otávio enumerou também uma infinidade de clínicas atuando praticamente em todas as especialidades, além de mais três de Hemodiálise. Todas elas recebem pacientes não só da região, como também de outros Estados vizinhos, a exemplo da Bahia, Piauí e Ceará. "Sem dúvida alguma temos uma responsabilidade muito grande com essas pessoas", completou o médico.