Edição de Domingo, 21 de Setembro de 2003
 

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Especial - Petrolina

Mercado imobiliário

Setor da construção civil consegue manter o ritmo de crescimento

Recife, domingo, 21 de setembro de 2003

A grave crise financeira está fazendo de 2003 um dos anos mais difíceis para a economia brasileira. Petrolina não haveria de fugir à regra, mas pelo menos no ramo da construção civil não há muito do que reclamar. Embora num ritmo mais lento, as principais construtoras do município continuam a colher bons frutos.

A orla fluvial, um dos pontos mais valorizados de Petrolina, é uma prova de que os negócios no setor não vão tão mal assim. O número de prédios construídos aumentou em ritmo alucinante nos últimos cinco anos - praticamente no apogeu da crise. Mesmo no momento atual, os ventos continuam soprando a favor.

Segundo Aldísio Venâncio, um dos diretores da Construtora Venâncio, o termômetro da economia local é a agricultura irrigada e a construção civil. Quando um dos dois vai mal, é motivo para pessimismo, o que não é exatamente o caso. Ele cita como exemplo os seis lançamentos imobiliários ocorridos esse ano em Petrolina, apesar da adversidade.

O edifício Monte Everest, erguido pela Venâncio na continuaçãoda orla fluvial (conhecida como orla 2), reforça as palavras do empresário. Segundo Aldísio, 85% dos apartamentos foram vendidos ainda na planta. "Em Petrolina não há prédio entregue sem que todos os apartamentos estejam vendidos", explica.

Cada apartamento de quatro quartos do Monte Everest possui uma área de 170 metros quadrados e está avaliado em R$ 200 mil. Aliás, o metro quadrado na orla 2 está custando R$ 200 e o local promete virar em pouco tempo um conglomerado de prédios. "A extensão da orla tem tudo para se tornar uma das mais bonitas de Petrolina", acredita Aldísio.

Crescimento - O empresário Rodrigo Coelho, diretor da Reta Engenharia, pensa o mesmo. Ele revela que o mercado imobiliário sofreu uma pequena retração somente entre as classes média e alta, mas no segmento de loteamentos populares - destinados a uma faixa da população de poder aquisitivo menor - o setor nunca parou.

Até mesmo para a classe mais abastada, Rodrigo contabiliza resultados animadores. É o caso do Rio Formoso, de responsabilidade de sua construtora, cujas obras estão em andamento na orla antiga. Com um apartamento por andar, estimado em R$ 330 mil, o edifício já está praticamente com as vendas fechadas. Um privilégio para poucos, mas há quem pague por ele.

Para se ter uma idéia, o metro quadrado na orla antiga fica em torno de R$ 1.600, valor compatível com o metro quadrado da orla marítima do Recife. "O imóvel é o segundo melhor investimento depois da renda fixa, nesses últimos 30 anos, mas é um investimento a longo prazo", finaliza Rodrigo.








 

 
 
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