Edição de Domingo, 21 de Setembro de 2003
 

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Especial - Petrolina

Pequeno criador amplia rebanho

Caprinovinocultura em expansão

Recife, DOMINGO, 21 de SETEMBRO de 2003

Uma alternativa econômica rudimentar, de custo relativamente baixo, vem tomando rumos cada vez mais consistentes na região. A criação de caprinos e ovinos, antes desenvolvida pelos pequenos criadores, expande-se com grande rapidez (e êxito) há pelo menos cinco anos em Petrolina. Um dos fatores desse crescimento se deve principalmente à popularização da carne de bode e carneiro, que fez aflorar pelo município um sem número de restaurantes especializados.

Os números atuais demonstram muito bem o grau de importância da atividade. Em todo o Vale do São Francisco, estima-se que o rebanho de caprinos e ovinos chegue perto dos 2,4 milhões de cabeças. Somente em Petrolina, esse número está estimado em 220 mil animais

Os dados são da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Pernambuco (Asccoper), entidade que surgiu para qualificar a atividade. Segundo Jackson Rosendo, presidente da Asccoper, no caso específico de Petrolina esse número diverge dos fornecidos pelos órgãos de Agricultura do município e do Estado.

"Mesmo assim ainda não atende a demanda de consumo da nossa região", diz Rosendo, acrescentando que animais da Bahia e do Piauí estão sendo trazidos para este fim. Raças como a Bôer e Santa Helena estão entre as mais requisitadas pelos criadores sertanejos.

Aliada à carne, a comercialização do couro curtido dos animais faz da caprinovinocultura um nicho rentável de mercado. "Só nesses dois itens temos um valor de R$ 8 milhões movimentando esta atividade", destaca Rosendo, que pretende estimular a produção de leite de cabra pasteurizado.A experiência conta com o apoio do Sebrae/Petrolina, um dos parceiros da Asccoper, e baseia-se no que vem sendo feito na região de Monteiro, na Paraíba, cuja produção de leite pasteurizado chega a 1,6 mil mililitros. "O Governo compra o produto e o distribui para as mães grávidas e seus filhos, o que tem colaborado para diminuir as taxas de mortalidade infantil naquele Estado", revela.

Mas ao mesmo tempo em que procura incrementar a atividade no sertão pernambucano, a Asccoper se esforça para transformar a concepção dos criadores que ficaram para trás. "Apesar das inovações tecnológicas, muitos criadores continuam a praticar a atividade de forma rudimentar, deixando a desejar no aspecto genético e alimentar dos animais", avalia Rosendo.

Comentários dos Leitores

"Os governantes precisam entender que o poeta quando dizia que "o sertão vai virar mar", ele estava se referindo a uma forma de cultura que daria uma vida mais digna ao norte/nordeste, caprinos e ovinos. Para isso, quero compartilhar uma experiência com vocês. Tenho uma planta chamada CUNHÃ. Solicite estudo sem compromisso.", Marcson Carneiro, por e-mail








 

 
 
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