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Nível superior não é suficiente
Mercado exige que o profissional tenha especialização e possua visão sistêmica da empresa
Cleiton Fernandes DA EQUIPE DO DIARIO
Basta abrir o jornal no caderno de classificados para comprovar que as exigências para se tornar um profissional competitivo e de destaque no mercado não são as mesmas de anos anteriores. Os especialistas em recursos humanos apontam que até seis ou sete anos atrás, os profissionais com formação superior tinham a garantia de emprego e de alcançar salários diferenciados. "Mas com o mercado globalizado e a instalação de um número cada vez maior de multinacionais no País, a exigência de uma formação de nível superior tornou-se apenas o pontapé inicial", conta Ana Thereza de Almeida, especialista em mercado de trabalho, da consultoria Fator Humano. No currículo atual, é indispensável possuir domínio de idiomas, entender de política e economia e possuir qualificações que mostrem o desenvolvimento pessoal.
Thereza de Almeida conta que os profissionais devem ser especialistas, mas com visão sistêmica do mercado em que atua. "É necessário estar atento a fatores externos e a cenários futuros que possam interferir na produtividade da empresa", conta.
De fato. Avaliar os cenários atuais e fazer projeções de temas relacionados a economia, política, tecnologia, sociedade e até militares, é uma tarefa que pode excluir a empresa de muitos riscos futuros. "E pessoas com esse tipo de visão são bem disputadas no mercado, porque possuem aptidão para tomar decisões em cima de previsões e não apenas do achismo".
Possuir cursos de pós-graduação na área de atuação, domínio de idiomas como inglês, espanhol ou francês e possuir experiência profissional, mesmo quando ainda se está na faculdade, são de grande valia na hora da seleção.
Na avaliação da especialista, o candidato deve mostrar que está preparado para enfrentar desafios, onde está "pisando" e que é capaz de tomar a decisão mais correta em um curto prazo de tempo.
PESSOAL - Mas junto à formação acadêmica e pós-acadêmica, o mercado vem focando em conceitos subjetivos relacionados ao desenvolvimento pessoal. Hoje, procuram-se pessoas com espírito empreendedor e inovador, criativos, que sejam capazes de propor iniciativas e projetos ainda não conhecidos ou pouco difundidos no mercado.
"Esta será uma das maiores diferenças positivas entre os profissionais qualificados que disputam uma vaga no mercado trabalho", analisa. O candidato deve saber o que quer e o que a empresa espera dele, para que esses dois objetivos andem em conformidade.
Serviço
Fator Humano: 3231-7106
| Comentários dos Leitores |
| Estamos entrando em 2004 e fico cada dia mais impressionado com
os problemas de empregos, qualificações exigidas e tudo
o mais.Tive uma experiência muito interessante quando meus filhos
foram procurar emprego aqui no recife e nos shoppings exigiram nível
superior para poder vender roupas. E na Fiat só consegue trabalhar
se estiver na faculdade, isso tudo para vender veículos. O
pessoal fica sendo estagiário e quando completam seis meses
a um ano são todos demitidos para não serem registrados
ou terem aumento de salário. Tudo isso por que todos os anos
o número de jovens ingressando nas faculdades é muito
grande então sobra muita mão-de-obra, barata demais.
Acho isso uma descriminação muito grande com relaçãoaqueles
jovens que ainda não conseguiram entrar na faculdade. Considero
isso um crime contra a sociedade. Como é que o presidente Lula
irá conseguir diminuir a desigualdade social se os próprios
empresários dificultam o acesso ao primeiro emprego exigindo
curso superior para se vender roupas ou carros????? Gostaria de ver
esse jornal investigar a fundo esse problema que não é
só de Recife, Pernambuco mas, de todo Brasil. Espero que alguém
aí do jornal comece a fazer matérias do tipo quais são
as exigências dos empresários hoje e por que exigir curso
superior para vender carro, se lá na fiat tinha um bando de
jovens de nível superior que não sabiam falar nada de
automóveis e muitas vezes um jovem pobre que não está
na faculdade sabe muito mais do que alguém que está
no 3° grau. Acho que todos os empresários precisam rever
urgente seus conceitos, porque senão quem perde é o
próprio Brasil, o empresário, o povo brasileiro e por
fim o jovem que precisa se sustentar e até ajudar em casa.
Aqui está dado o meu recado. Sou o Claudio Abreu e desejo a
vcs um feliz 2004 com muitas notícias de arepiar." Claudio
Abreu, por e-mail |
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