(Atualizado no dia 21/09/2003)
 
Início Diario de Pernambuco Empregos Nível superior não é suficiente

Diario

Índice Geral
Expediente
Ed. Anteriores
Assinaturas
 

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 

Serviços

Loterias

 

Empregos

Nível superior não é suficiente

Mercado exige que o profissional tenha especialização e possua visão sistêmica da empresa

Cleiton Fernandes
DA EQUIPE DO DIARIO

Basta abrir o jornal no caderno de classificados para comprovar que as exigências para se tornar um profissional competitivo e de destaque no mercado não são as mesmas de anos anteriores. Os especialistas em recursos humanos apontam que até seis ou sete anos atrás, os profissionais com formação superior tinham a garantia de emprego e de alcançar salários diferenciados. "Mas com o mercado globalizado e a instalação de um número cada vez maior de multinacionais no País, a exigência de uma formação de nível superior tornou-se apenas o pontapé inicial", conta Ana Thereza de Almeida, especialista em mercado de trabalho, da consultoria Fator Humano. No currículo atual, é indispensável possuir domínio de idiomas, entender de política e economia e possuir qualificações que mostrem o desenvolvimento pessoal.

  Thereza de Almeida conta que os profissionais devem ser especialistas, mas com visão sistêmica do mercado em que atua. "É necessário estar atento a fatores externos e a cenários futuros que possam interferir na produtividade da empresa", conta.

  De fato. Avaliar os cenários atuais e fazer projeções de temas relacionados a economia, política, tecnologia, sociedade e até militares, é uma tarefa que pode excluir a empresa de muitos riscos futuros. "E pessoas com esse tipo de visão são bem disputadas no mercado, porque possuem aptidão para tomar decisões em cima de previsões e não apenas do achismo".

  Possuir cursos de pós-graduação na área de atuação, domínio de idiomas como inglês, espanhol ou francês e possuir experiência profissional, mesmo quando ainda se está na faculdade, são de grande valia na hora da seleção.

  Na avaliação da especialista, o candidato deve mostrar que está preparado para enfrentar desafios, onde está "pisando" e que é capaz de tomar a decisão mais correta em um curto prazo de tempo.

PESSOAL - Mas junto à formação acadêmica e pós-acadêmica, o mercado vem focando em conceitos subjetivos relacionados ao desenvolvimento pessoal. Hoje, procuram-se pessoas com espírito empreendedor e inovador, criativos, que sejam capazes de propor iniciativas e projetos ainda não conhecidos ou pouco difundidos no mercado.

  "Esta será uma das maiores diferenças positivas entre os profissionais qualificados que disputam uma vaga no mercado trabalho", analisa. O candidato deve saber o que quer e o que a empresa espera dele, para que esses dois objetivos andem em conformidade.

Serviço

Fator Humano: 3231-7106

Comentários dos Leitores
Estamos entrando em 2004 e fico cada dia mais impressionado com os problemas de empregos, qualificações exigidas e tudo o mais.Tive uma experiência muito interessante quando meus filhos foram procurar emprego aqui no recife e nos shoppings exigiram nível superior para poder vender roupas. E na Fiat só consegue trabalhar se estiver na faculdade, isso tudo para vender veículos. O pessoal fica sendo estagiário e quando completam seis meses a um ano são todos demitidos para não serem registrados ou terem aumento de salário. Tudo isso por que todos os anos o número de jovens ingressando nas faculdades é muito grande então sobra muita mão-de-obra, barata demais. Acho isso uma descriminação muito grande com relaçãoaqueles jovens que ainda não conseguiram entrar na faculdade. Considero isso um crime contra a sociedade. Como é que o presidente Lula irá conseguir diminuir a desigualdade social se os próprios empresários dificultam o acesso ao primeiro emprego exigindo curso superior para se vender roupas ou carros????? Gostaria de ver esse jornal investigar a fundo esse problema que não é só de Recife, Pernambuco mas, de todo Brasil. Espero que alguém aí do jornal comece a fazer matérias do tipo quais são as exigências dos empresários hoje e por que exigir curso superior para vender carro, se lá na fiat tinha um bando de jovens de nível superior que não sabiam falar nada de automóveis e muitas vezes um jovem pobre que não está na faculdade sabe muito mais do que alguém que está no 3° grau. Acho que todos os empresários precisam rever urgente seus conceitos, porque senão quem perde é o próprio Brasil, o empresário, o povo brasileiro e por fim o jovem que precisa se sustentar e até ajudar em casa. Aqui está dado o meu recado. Sou o Claudio Abreu e desejo a vcs um feliz 2004 com muitas notícias de arepiar." Claudio Abreu, por e-mail

 


Leia Mais...

Ruídos de relacionamento







 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br