Edição de Domingo, 21 de Setembro de 2003
 
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Recife vai ter serviços da AT&T

Expectativa da telefônica é baratear custos aos clientes

Às vésperas de ser vendida, a AT&T Latin America obteve junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a extensão de sua licença para prestação do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) local para as regiões I e II. A empresa, que já possuía licença para a Região III (estado de São Paulo e algumas áreas de numeração 21, 31, 41, 51 e 61), agora poderá atuar em todo o território nacional. A estréia nas novas áreas será em Fortaleza dentro de cerca de 60 dias, mas a expectativa é disponibilizar o serviço no Recife e em Salvador até o final de 2004.

  A nova licença permitirá à operadora ampliar a sua oferta de serviços para novos e atuais clientes, além de baratear custos. A AT&T Latin America é uma das líderes no País no fornecimento de serviços e soluções em banda larga para o mercado corporativo. Segundo o vice-presidente de Assuntos Regulatórios e Governamentais da empresa, Arthur Ituassu, dos 1.400 clientes corporativos, mais da metade já utilizam serviços de telefonia local.

  "Já atendíamos através do SCM (Serviço de Comunicação Multimídia). Agora vamos poder oferecer telefonia através do STFC local", afirma Ituassu. Para ele, essa extensão demonstra a confiança da Anatel na empresa e no regime de competição. Com operações em Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, a AT&T tem cobertura de rede de fibra óptica de alta capacidade, totalmente digital.

  Ituassu explica que, com quase 70 mil quilômetros de fibras instaladas no Brasil, a rede IP (Internet Protocol) de alta velocidade da AT&T Latin America é capaz de transmitir um grande volume de voz, dados para redes privadas (VPNs), internet, videoconferência e comércio eletrônico. Dados como as metas para expansão da base de clientes e investimento nas áreas novas não são revelados.

  Criada em agosto de 2000, a AT&T Latin America é o resultado da fusão de duas empresas de telecomunicações latino-americanas adquiridas pela AT&T - a Netstream Telecom, operadora antes pertencente à Promon Tecnologia, e a Keytech LD, na Argentina - com a First Corporation, empresa com operações no Chile, Colômbia e Peru. Em 2002, a receita da AT&T Latin America foi de US$ 50,75 milhões.

  Até agora, a brasileira Embratel é a mais cotada para adquirir a AT&T Latin America, com proposta de US$ 110 milhões. Também estão no páreo o grupo chileno GTD Teleductos, GVT (em parceira com a também chilena Chilesa) e o consórcio entre a brasileira Atrium e a americana Comsat. Por causa da concordata, o leilão deverá ser realizado no Tribunal de Falência dos Estados Unidos e pode acontecer dentro das próximas semanas.

 








 

 
 
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