Peugeot dá aula de tecnologia e custo-benefício neste hatchback
Márcia Costa
Da equipe do DIARIO
Prepare-se para um banho de tecnologia e força ao assumir o volante do Peugeot 307 Rallye 2.0. Discreto, quem o vê por fora não imagina do que é capaz o hatchback esportivo que está em suas mãos. Depois de um ano no mercado brasileiro, o 307 chega nesta versão para surpreender os desavisados com a força do motor com 138 cavalos de potência e a comodidade proporcionada pelos sensores de luminosidade e de chuva instalados no pára-brisa. E como todo o conforto tem seu preço, quem sonha ter o modelo na garagem terá de desembolsar R$ 49.500 (sem frete).
Basta anoitecer para que os faróis sejam acionados automaticamente, e o mesmo acontece com os limpadores quando as primeiras gotas de chuva começam a cair. E a mordomia não pára por aí. Além de escurecerem ao receber luminosidade externa, os espelhos retrovisores podem ser programados para se recolherem ao trancar o carro. Nada mal na hora de estacionar, garantindo a tranqüilidade principalmente naquelas vagas mais apertadas, evitando raspões acidentais nosretrovisores de outros veículos.
O visual é limpo, sem caprichos mais chamativos como aerofólio, saias laterais e spoiler no pára-choque dianteiro, ideal para quem prefere mais discrição. Mas se por fora nada indica que esta é a versão mais potente e esportiva do 307, basta acelerar para sentir que o modelo é uma fera em pele de cordeiro, desenvolvendo a velocidade máxima de 205 km/h e gerando 138 cv a 6.000 rpm. O motor com propulsor 2.0 16V faz a diferença e a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 9,8 segundos, com torque de 19,4 kgfm a 4.100 rpm, o que só faz confirmar a vocação esportiva do hatch francês.
CÂMBIO - O 307 Rallye responde bem à troca de marchas, suave e com relações mais curtas. Resta lamentar a falta de opção com o câmbio automático, um presente para os fãs da comodidade que poderia ser oferecido. E ao contrário da maioria dos esportivos, os bancos de tecido são estilo padrão e não há opção de revestimento de couro. Em compensação, os opcionais incluem teto solar de controle elétrico, bolsas infláveis laterais e de janela e alarme com sensor de ultra-som.
O computador de bordo instalado no painel é funcional e de fácil leitura, indicando desde o nível do óleo e autonomia até a estação de rádio e faixas de CD escolhidas. Ponto positivo para o controle do som na coluna de direção, bem ao alcance da mão direita. O mesmo não se pode dizer do botão que aciona as travas elétricas, com acesso dificultado por estar no alto do painel central e de difícil visualização.
E para quem gosta - e precisa - de espaço, o Rallye vai agradar em cheio, principalmente para quem vai no banco de trás. O modelo chega a lembrar uma minivan, com 4,20 metros de comprimento e 1m50 de altura. No porta-malas, são 420 litros à disposição. Na questão segurança, nota dez: freios a disco ventilado na dianteira e a disco sólido na traseira. O sistema antitravamento (ABS) é de série, assim como as bolsas de ar para o motorista e passageiro.
Ficha Técnica
2.0 Rallye
Motor: 2.0, 4 cilindros, 16V
Potência: 138 cv a 6.000 rpm
Torque (kgmf): 19,4 a 4.100 rpm
Transmissão: 5 marchas à frente e ré
Suspensão: dianteira: independente, McPherson, estabilizador; traseira: barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos
Pneus: 195/65 R15"
Tanque: 60 litros