Novo ônibus
Luce Pereira
Enviada especial
RIO DE JANEIRO - Setembro estava sendo aguardado com festa pela direção da Ciferal - empresa do grupo Marcopolo, principal fabricante de carrocerias de ônibus do país. O mês marca o lançamento do Citmax, ônibus urbano que chega ao mercado com a promessa de fisgar os clientes pela parte vulnerável: o bolso. Porque pesa uma tonelada a menos do que os concorrentes, o Citmax tem um nível menor de consumo de combustível e de desgaste de peças, dois fatores que, combinados, podem gerar uma economia de 6% nos custos com manutenção, segundo estimativas do fabricante.
O Citmax começou a ser produzido há três anos, na fábrica carioca, com a firme disposição de levar a melhor na disputa com os concorrentes. A fórmula para tentar conquistar o título de preferido pela clientela não tem nenhum mistério: partiu-se de um modelo mais simples, que oferecesse segurança sem abrir mão do conforto necessário. A versão mais enxuta vem com poltronas plásticas e acrescenta ao conjunto de vantagens maior visibilidade para os 45 passageiros sentados. A catraca pode estar na frente ou atrás, dependendo do que determina a legislação de cada município e, para não fugir de uma das exigências mais comuns na maioria das capitais e grandes cidades, foi concebido com o motor na parte traseira.
Além disso, chama a atenção no veículo as linhas limpas e leves, que terminam por definir um visual alegre e moderno, realçado por formas geométricas e retas - nova identidade de marca dos modelos Ciferal. Na traseira, as lanternas são em formato redondo, enquanto os faróis e setas têm design que fazem a diferença entre os demais modelos.
PREÇO - Para que o Citmax chegasse aos empresários do setor como uma tentação, houve um investimento direto de R$ 5 milhões no produto, apresentado como o mais barato entre os modelos saídos da Marcopolo. Mas, para os executivos da casa, a discussão em torno de preço é peça inacabada. "O preço final vai depender dos itens exigidos por quem compra, mas acreditamos que deve ficar entre 10 e 15% a menos do que o modelo maisbarato da empresa, comercializado, hoje, por algo em torno de 72 mil", desconversa o diretor comercial do mercado brasileiro, Moacir Moroni, insistindo nos vários fatores dos quais depende o valor definitivo do produto.
O otimismo da Marcopolo com o novo produto é tanto que a empresa espera vender 900 unidades até o fim do ano, chegando a nada menos do que mil, em 2004. "A frota brasileira de ônibus urbanos está diminuindo, envelhecendo depressa e precisa ser recuperada, por isso acreditamos numa expansão das vendas", afirma Moroni. "Um ônibus como este deve rodar pelo menos dez anos". A Marcopolo já colocou seus produtos em mais de 70 países e se prepara para ampliar as metas de exportação.