Marta Suplicy
ITUPEVA (SP) - Uma megaoperação que envolveu o Exército, a Polícia Federal, a Polícia Militar e seguranças particulares. Tudo isso para garantir a tranqüilidade e a segurança dos convidados para o casamento da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT) e do franco-argentino Luís Favre-Warmus, realizado ontem à tarde. O esquema de segurança foi montado logo cedo no sítio onde ocorreu o casamento, na divisa entre Jundiaí e Itupevam. Desde as primeiras horas do dia, pelo menos seis policiais militares se revezaram na entrada da Estância Santa Rita de Cássia, em Itupeva, na divisa com Jundiaí, a 70 km de São Paulo.
Lá dentro, pelo menos 23 seguranças particulares, sete carros da Polícia Federal e homens do Exército à paisana completavam o esquema de segurança. Segundo o tenente-coronel José Vitor Bazuchi, do 12º Grupo de Artilharia e Campanha, a explicação para o forte aparato se devia à presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua mulher, Marisa, padrinhos da noiva. A estrutura do casamento contou com uma ambulância e um caminhão da Infraero, responsável pelo controle e trânsito de helicópteros dentro do sítio.
Os primeiros convidados começaram a chegar por volta de 11h, meia hora depois do cabeleireiro Celso Kamura, que foi pentear a noiva. O primeiro representante do governo municipal a chegar ao local foi o secretário municipal do Planejamento, Jorge Wilheim. Em seguida, chegaram o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e a ministra da Assistência Social, Benedita da Silva.
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, não compareceu à cerimônia porque está participando do encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), nos Emirados Árabes Unidos. Palocci, que seria um dos padrinhos do noivo, foi representado pela mulher, Margareth. A ausência do ministro rendeu uma brincadeira, segundo assessores da prefeita: Favre comentou que Palocci tinha trocado o evento de um antigo companheiro da Libelu (Liberdade e Luta, grupo de esquerda em que ambos militaram no passado) por uma reunião do FMI.
Favre chegou ao sítio às 10h30. Estava sozinho e entrou rapidamente. Cerca de 20 minutos antes, o bolo do casamento tinha sido entregue em um táxi com placas de São Paulo. O motorista não informou o nome da confeitaria.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Marisa Letícia, chegaram às 12h50, de helicóptero.
Muitos convidados chegaram em carros importados. Em meio a eles, um Fusca. Ele pertence ao assistente administrativo da prefeitura Antônio Carlos, convidado para a festa. "Não tenho dinheiro para comprar outro carro e a festa é democrática", disse.
A prefeita distribuiu 200 convites, entre parentes, amigos e personalidades políticas. Na esfera municipal, foram convidados os secretários municipais, subprefeitos e vereadores do
Marta e Favre se casam em regime de separação de bens e ela preserva o nome, Marta Teresa Suplicy, considerado sua grife política. Favre, cujo nome completo é Felipe Belisário Wermus dit Luis Favre, tem 53 anos e é divorciado.
Os noivos optaram porservir um cardápio simples: picadinho de filé mignon, uma das comidas preferidas da prefeita, tutu de feijão e leitão à pururuca. De sobremesa, doces confeitados e frutas, além do bolo.
O casal vai continuar na casa onde já mora junto, na Rua Dinamarca, Jardim Europa. Segundo a assessoria da prefeita, eles não vão viajar. Na segunda-feira, Marta deve despachar normalmente no Palácio das Indústrias, sede da Prefeitura.