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Fórmula para reduzir pobreza
TRANSFERÊNCIA DE RENDA
RIO - Um estudo realizado com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2001 (Pnad), do IBGE, pelos professores Sônia Rocha, coordenadora de projetos do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas, e por Roberto Cavalcanti de Albuquerque, diretor-técnico do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), mostra que a transferência de R$ 50 mensais para todas as famílias que vivem em pobreza extrema reduziria em um terço o número de brasileiros indigentes. Com informações de outra pesquisa, o Censo 2000, os professores concluíram que 57,7 milhões de pessoas no País estão abaixo da linha de pobreza, sendo que 21,7 milhões em situação de pobreza extrema.
No estudo Geografia da pobreza extrema e vulnerabilidade à fome, Sônia e Roberto mostram que o Nordeste tem a maior proporção de pobreza extrema, com 24,1% da população nesta situação. São 11,4 milhões de pessoas, ou 52,8% do total de indigentes. As maiores proporções de extremamente pobres estão nas cidades pequenas, de até 50 mil habitantes.
Os pesquisadores ressaltam que viver abaixo dessa renda mínima não significa necessariamente passar fome ou estar desnutrido, pois há formas de subsistência que não são diretamente vinculados aos valores monetários. Eles preferem dizer que esse contingente de 21,7 milhões de brasileiros é "mais vulnerável a condições de subnutrição ou tem mais probabilidade de viver em estado de insegurança alimentar".
O trabalho apresenta uma nova medição, baseada em indicadores não-monetários (educação, habitação e informação e lazer), o Índice do Nível de Vida. Um estudo da população nordestina que vive em pobreza extrema registra os melhores índices em Pernambuco e no Rio Grande do Norte e os piores, no Piauí e no Maranhão.
O conceito de pobreza extrema refere-se à população que tem renda familiar per capita mensal inferior ao preço de uma cesta básica. Os valores em reais variam. Foram definidas 27 linhas de pobreza extrema, sendo a mais baixa de R$ 19,67 per capita para o Norte rurale a mais alta de R$ 44,29 per capita para a região metropolitana de São Paulo. Na avaliação da economista, para esta população - que ela classifica de "os mais pobres entre os pobres" - devem ser voltadas todas as atenções dos programas sociais.
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