PARALISAÇÃO
A greve dos funcionários dos Correios, decretada na última quarta-feira, continua hoje em todo o Estado. A decisão foi tomada, no começo da noite de ontem, no Centro de Distribuição do Bongi, durante assembléia da categoria. Pelos cálculos do sindicato dos trabahadores (Sintecp), aproximadamente 80% dos três mil servidores que trabalham em Pernambuco cruzaram os braços. A direção da empresa admite que não pode contabilizar ainda o número de funcionários que aderiram ao movimento, que é nacional.
Algumas atividades do Centro de Distribuição de Bongi funcionaram ontem graças a um esquema de emergência, montado pela direção da empresa para escoar as encomendas que precisavam ser distribuídas rapidamente. "A adesão foi maior entre carteiros e operadores de triagem que representam aproximadamente dois terços da categoria no Estado", estimou o presidente do Sintecp, Claudionor Hugo Oliveira Filho. No Recife e em Caruaru teria sido de 100%, enquanto os serviços de Garanhuns funcionaram normalmente.
Os funcionários reivindicam reposição salarial de 69%, correspondente às perdas registradas desde 1994, e piso salarial de 1,5 mil. Segundo Oliveira Filho, a categoria tem referência salarial de R$ 394,00, proventos iniciais para carteiros e atendentes comerciais. A direção nacional dos Correios apresentou contraproposta com quatro tipo de reajustes que variam de 4% a 20%, dependendo dos níveis salariais. Até o fechamento desta edição, as negociações, realizadas em Brasília, não tinham avançado.