AGRESTE
A região do Agreste Meridional e do Moxotó, que compreende os 11 municípios de Pernambuco com os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixos, será beneficiada com US$ 3 milhões destinados a ações integradas de desenvolvimento rural. O anúncio foi feito pelo diretor do Banco Mundial para o Brasil, Vinod Thomas, que esteve ontem no Estado participando do seminário que discutiu diretrizes do Projeto de Combate à Pobreza Rural (PCPR) no Nordeste. Os recursos, que terão contrapartida de 20% do Estado, integram o montante de US$ 40 milhões do Banco Mundial, financiados ao Projeto Renascer, através da Secretaria de Planejamento. O contrato foi renovado em 2002, valendo para quatro anos, mas segundo Thomas, em dois anos haverá a disponibilidade de mais US$ 40 a US$ 60 milhões ao programa.
O projeto prevê mudanças no PCPR, desenvolvido há 10 anos, para os municípios de Manari, Caetés, Iati, Águas Belas, Tupanatinga, Paranatama, Saloá, Terezinha, Inajá, Ibimirim e Itaiba. A principal delas é a criação de uma rede de conselhos integrados para definir as prioridades da região e melhorar o IDH. "A dimensão territorial será incorporada como estratégia de apoio através de conselhos municipais e regionais. Isso favorecerá as potencialidades da região", informou o secretário de Planejamento do Estado, José Arlindo Soares.
Segundo o secretário, a elaboração do Plano Municipal de Planejamento terá início em outubro e até dezembro os recursos devem estar sendo liberados para os municípios, de acordo com as necessidades apontadas. Até agora, segundo Soares, o programa funcionava atendendo prioridades individuais de cada comunidade, como instalação de cisternas e poços.
Dentro da proposta, o Ministério da Saúde avalia a intensificação Programa da Saúde na Família nos municípios. Na área de educação, estão previstas melhorias nas escolas e capacitações para jovens e mulheres. Para Brenda Braga, gerente geral do Renascer, a integração é uma tendência nacional. "Às vezes a solução de água está no município vizinho, nãohá como reverter índices e combater a pobreza sem articulações". Vinod Thomas ressaltou que representantes de outros Estados, que estavam no evento, responsabilizaram a divisão de setores pela lentidão nos resultados do programa. "Além disso, os recursos são aproveitados em 90% indo diretamente para os conselhos com fins definidos. O resultado é mais eficaz", afirmou.