Edição de Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2003
 
Início Diario de Pernambuco Vida Urbana Bomba chamada Holliday

Diario

Índice Geral
Expediente
Ed. Anteriores
Assinaturas
 

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista da TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 

Serviços

Loterias

 

Vida Urbana

Bomba chamada Holliday

FISCALIZAÇÃO

O Edifício Holliday, em Boa Viagem, pode ser comparado a uma bomba-relógio do ponto de vista da segurança. Os hidrantes estão vedados com tampões, o que impossibilitaria a ação dos bombeiros em caso de incêndio e nenhum extintor estava disposto nos 17 andares do imóvel até ontem. A situação foi constatada ontem por técnicos do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), Corpo de Bombeiros, Celpe e Prefeitura do Recife, que realizaram vistorias a pedido do Ministério Público de Pernambuco.

  Erguido na primeira metade dos anos 60, o Holliday apresenta uma lista de problemas que parece interminável. Eles começam no subsolo do imóvel, onde a subestação de energia elétrica não dispõe de qualquer sinalização e sistema de prevenção e combate a incêndio. As grades de proteção estão sem aterramento. "Se houver vazamento de corrente, quem tocar nelas poderá levar choques", adiantou o engenheiro de Segurança da Celpe, Benévolo Amaral. As caixas d'água não têm tampas para impedir o acesso de animais e insetos.

  Mas os problemas podem ser vistos a céu aberto. Partes do reboco das fachadas dão sinais que podem despencar a qualquer momento, o que também pode ser percebido ao longo dos corredores e paredes dos 17 andares, nos quais existem 476 apartamentos. São 28 unidades por pavimento. "As caixas de gorduras estão cobertas de maneira inadequada, podendo provocar acidentes e doenças", pontua o assessor técnico do Crea, Henry Coelho Soares. O relatório com os problemas e possíveis soluções será encaminhado ao Ministério Público.

  O síndico do prédio, Jair Sedrez Rangel, reconhece as carências. E aumenta a lista exemplificando com as inúmeras infiltrações e fissuras percebidas nas escadas e paredes. "Mas é impossível resolver tudo, quando a inadimplência dos moradores é de 60%". Segundo ele, o preço do condomínio varia de R$ 30,00 a R$ 40,00, que aliado aos baixos valores dos aluguéis - cerca de R$ 180,00 - atrai garotas de programas. "Alguns apartamentos abrigam até dez garotas", informou, revelando játer sido identificados marginais e traficantes de drogas. Uma das saídas planejadas, acredita Rangel, é o aumento da taxa de condomínio que selecionaria os moradores.

Comentários dos Leitores

"Interessante como o pessoal do CREA/PE são atuantes quando a matéria pode render 'IBOPE' jornalístico. Com relação ao interior, as várias denúncias que já apresentei são vistas com indiferença e total desrespeito ao denunciante. Por quê será? Arcoverde e muitas outras cidades vizinhas estão repletas de irregularidades que ferem a legislação profissional, a qual o CREA/PE é a entidade responsável por fiscalizar, mas fica a fazer vista grossa, principalmente quando se trata de obras no âmbito da eletricidade, eletrônica, informática, telecomunicação, mecânica, e afins. Por quê será?", Joran Tenório, por e-mail.








 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br