Edição de Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2003
 

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Brasil

Presidiários terão plano de saúde

Detentos de todo País receberão atendimento contra doenças e poderão fazer exames nas próprias prisões

BRASÍLIA - Todos os presos do País vão passar a contar com uma espécie de SUS (Sistema Único de Saúde), que incluirá atendimento e ações preventivas. O Diário Oficial da União publicou ontem a portaria interministerial 1.777, das pastas da Saúde e da Justiça, que cria o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário. Ele prevê, entre outras ações, a entrega de camisinhas, a vacinação contra hepatite, influenza e tétano e terapias de grupo para os cerca de 210 mil presos do País. O governo federal vai repassar dinheiro e orientações para que os estados construam instalações médicas nas unidades prisionais.

  Os detentos receberão atendimento nas seguintes áreas: saúde bucal, saúde da mulher, Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, saúde mental, hepatite, tuberculose, hipertensão, diabetes e hanseníase. O Plano também inclui vacinas e coleta de exames laboratoriais. O atendimento oferecido aos detentos será o considerado "básico". Quadros de média e alta complexidade, como derrames e internação emUTI, respectivamente, continuarão sendo encaminhados aos hospitais.

  "Algumas pessoas vão tentar desvirtuar, dizendo que é privilégio. Mas preso não pode procurar o hospital. É preciso que o hospital esteja presente na unidade prisional", disse Ângelo Roncalli, diretor do Depen (Departamento Penitenciário Nacional). Hoje, a maioria dos estabelecimentos prisionais não possui ambulatório. Muitas vezes os detentos nem sequer são levados ao hospital porque a polícia teme tentativas de resgate nas viagens. Outro problema é a falta de informação. As secretarias estaduais de saúde não fazem o acompanhamento dos presos.

  O atendimento básico dos detentos vai custar R$ 28 milhões anuais, sendo 70% dos recursos do Ministério da Saúde e 30% do Ministério da Justiça. Ontem, foram liberados R$ 3,6 milhões para os estados de São Paulo (R$ 2,4 milhões), Rio de Janeiro (R$ 535 mil), Pernambuco (R$ 235 mil), Paraná (R$ 210 mil) e Minas Gerais (R$ 170 mil). Outros estados e o Distrito Federal devem aderir ao plano até fevereiro de 2004.

Comentários dos leitores

"Gente,o crime compensa !!!!!!!! Por que não viabilizar o atendimento pelo SUS ? Assim resolveriamos também o problema de excesso de lotação em presídios, uma vez que o atendimento seria igual ao dos trabalhadores (que pagam contrições mensais)e que as vezes morrem em filas de espera.", AGG, por e-mail.








 

 
 
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