I Maquiador incorpora celebridades musicais em suas participações no programa Neurônio, da MTV
Quando foi convidado para participar do Neurônio, de Cazé Peçanha, na MTV, Max Fivelinha decidiu aposentar os prendedores minúsculos que usava no cabelo - e que inclusive inspiraram o sobrenome artístico - e incorporar celebridades musicais. Sua entrada em cena sempre gera uma expectativa. "Já fui de Supla, Elvis Presley, Rita Lee. Fico impressionado ao ver como fico parecido com eles", diverte-se o maquiador, que se transformou no apresentador mais animado da emissora.
É bem verdade que a peruca usada na caracterização de Supla (veja na foto) ficou uma coisa assim meio Cruela Cruel. Mas, e daí? Max pode tudo. Inclusive criar um personagem inspirado nele próprio. No quadro de fofoca, no qual conta um fato envolvendo um artista e os concorrentes do game têm que responder se é verdadeiro ou falso, o apresentador criou Maximiliano. "Uso a mesma roupa de sempre, mas boto uma touca de penas para ficar um visual mais extravagante. As penas fui eu mesmo que levei. E são caríssimas", brinca ele.
É inegável que esta figura fez falta nos quatro meses que ficou fora do ar, desde que saiu do Gordo a Go Go. Mas ele jura que não teve qualquer desavença com João Gordo e que os dois são muito amigos: "Ele só me acrescentou. Aprendi a ter coragem e rapidez e perdi o medo de fazer perguntas. Eu sempre quis privar as pessoas de certas respostas, mas, vindo de mim ou do Gordo, os entrevistados querem perguntas ousadas".
Como exemplo, Max lembra quando perguntou a Caetano Veloso se ele lavava e passava em casa. Como a resposta foi não, o apresentador largou: "Então você serve para quê?". A resposta: "Eu ponho as crianças para brincar", disse o cantor. "Ah, então você serve para alguma coisa", retrucou, brincando, Max, no ar. "Depois ele até veio me abraçar e agradecer por ter perguntado sobre coisas triviais. Afinal, todo mundo fica cheio de dedos para entrevistar Caetano", afirma ele.
Irrequieto, o apresentador ainda espera emplacar um programa sobre moda que ele vem planejando desde 2001. "Será diferente, menos didático doque os programas de moda que tem por aí. Vou entrevistar estilistas, modelos, gente do povo. Se me derem meia hora, farei um espetáculo", garante Max. "Quero sempre me divertir muito, mas com cuidado. Não quero fazer a TV de papel higiênico".