Edição de Quarta-Feira, 3 de Setembro de 2003
 
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Laboratórios têm início em São Paulo

ITAÚ RUMOS CULTURAIS

Luciana Veras
Da equipe do DIARIO

O DIARIO divulgou ontem, que o projeto Carranca de Acrílico Azul Piscina, concebido pela produtora pernambucana Rec e pelos diretores Marcelo Gomes e Karim Ainouz, havia sido um dos contemplados pelo Rumos Itaú Cultural Cinema e Vídeo 2003. A informação, repassada pela assessoria de Imprensa do projeto, estava parcialmente correta, uma vez que o roteiro é um dos dez selecionados para a última etapa de avaliação do programa, que culminará com a premiação de cinco projetos no valor de R$ 60 mil para cada e a realização de documentários televisivos para a série Brasil 3 x 4, com possível exibição na rede pública de televisão e canais de TV a cabo.

  Essa derradeira fase consiste num laboratório de projetos, que ocorre nos dias 9, 10 e 11 em São Paulo, sob a supervisão da comissão de seleção

formada por Amir Labaki (crítico de cinema e idealizador do festival de documentários É Tudo Verdade), Carlos Nader (videoartista e documentarista) e Renato Barbieri (produtor e documentarista). Nele, os roteiros serão trabalhados em grupo, receberão comentários e interferências de cada um dos participantes e, em seguida, voltarão para serem lapidados. É essa versão final que se candidata à aprovação do Rumos.

  Carranca de Acrílico Azul Piscina é, antes de mais nada, "um espaço para experimentação", diz o produtor João Jr. "A proposta é lançar um olhar poético sobre o Nordeste, entender por que as novas tecnologias influenciam alguns artesãos e outros não, por que as medalhas do padre Cícero são holográficas, produzidas em Taiwan e vendidas em Juazeiro por 10 centavos e por que na feira de Caruaru um poster de Bruce Lee fica ao lado da réplica de um boneco de Vitalino", acrescenta. Há três anos vencedor na categoria Desenvolvimento de Projetos do Rumos, o documentário já teve seqüências filmadas em digital, Super 8 e 16 mm em cidades como Juazeiro do Norte, Petrolina, Piranhas, Campina Grande e Caruaru.

  Além do pernambucano Gomes e do cearense Ainouz, concorrem outros nove diretores. O Nordeste é representado ainda pelo baiano Jorge Alfredo, de Samba Riachão, cuja idéia em Cinema da Província é resgatar o movimento surgido em Salvador no bojo do neo-realismo italiano e da nouvelle vague francesa, nos anos 60. "Os protagonistas eram Walter da Silveira, Glauber Rocha, Orlando Senna e havia o cineclubismo, a Iglu Filmes e a Yemanjá Filmes, formando o tripé que deu sustentáculo ao Ciclo Baiano de Cinema", adianta Alfredo.

  Os outros projetos na disputa são: Carrapateira não Tem mais Ciúmes da Apolo 11 (Fabiano Maciel/RJ); A Batalha da Maria Antonia (Toni Venturi e Di Moretti/SP); Aristocrata Clube (Jasmin de Britto Pinho/RJ); Invisíveis Prazeres Cotidianos (Jorane Castro/PA); O Rio Severino (Luiz Eduardo Franco/RJ); Garota Zona Sul (Luciano Mello/SP); KIKI - Ode a Orides (Betse de Paula/DF); e Minha Fortaleza (Tatiana Lohmann/SP).








 

 
 
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