Edição de Quinta-Feira, 21 de Agosto de 2003
 

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Especial - Porto Digital

Lugar para a inovação em informática

Pesquisa

Uma das principais plataformas do projeto Porto Digital é a inovação tecnológica. Para fomentar a área, será criado o Instituto de Inovação de Informática (I3), um local especial para a realização de pesquisa e desenvolvimento em parceria com institutos de pesquisa internacionais. É uma operação regional com reconhecimento mundial, segundo a definição de um de seus idealizadores, o cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Silvio Meira.

  Diversidade é uma das palavras-chaves do I3, por isso será um ambiente multidisciplinar, que reunirá profissionais de diversas áreas, como informática e medicina, cujo trabalho resultará em produtos de classe mundial. Os focos serão pesquisa e desenvolvimento, formação acadêmica continuada, além de identificação das necessidades das empresas locais para o aumento da produtividade.

NOVIDADE - No Porto Digital, ainda não existia um modelo de negócios para o investimento em inovação - há muitas oportunidades de negócios na área pelo Mundo- e o Instituto chega para preencher a lacuna. O objetivo é que o I3 nasça com patrocínio de empresas que investem em pesquisa. Três institutos - da Ásia, da Europa e dos Estados Unidos - já demonstraram interesse em firmar parcerias.

  "É a coisa mais pensada que já fizemos. Temos recursos da Financiadora de Estudos e Projeto (Finep) só para a elaboração do projeto", comenta Silvio Meira. Foi criado um grupo para a definição de conceitos e das linhas de pesquisa do I3. Estes já estão pré-definidos e serão discutidos com o Governo, empresários locais e nacionais, universidades e outros institutos ainda este mês. "Queremos o envolvimento de todos os setores, porque o Instituto funcionará interligado com as instituições", diz Meira. Ele exemplifica dizendo que o Cesar poderá terceirizar serviços para o I3 e o Centro de Informática da UFPE poderá usá-lo para projetar pesquisas.

  Meira lembra que esse tipo de instituição demanda investimentos de risco e de longo prazo - de no mínimo três anos. "Nenhum institutode pesquisa é auto-sustentável, por isso, ele deve nascer 100% financiado, seja por dinheiro público ou privado", ressalta o cientista-chefe. Então, conseguir que o I3 seja auto-sustentável será um dos maiores desafios dos seus idealizadores.








 

 
 
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