Edição de Domingo, 17 de Agosto de 2003
 
Início Diario de Pernambuco Revista da TV Sem medo da polêmica

Diario

Índice Geral
Expediente
Ed. Anteriores
Assinaturas
 

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista da TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 

Serviços

Loterias

 

Revista da TV

Sem medo da polêmica

Tony Ramos comenta temas ousados de Mulheres Apaixonadas, onde interpreta o Téo. Para ele, novela também deve servir para estimular o debate

Em quase 40 anos de televisão, Tony Ramos cristalizou uma imagem tão bem-cuidada que alguns telespectadores andam patrulhando as madeixas de Téo, seu personagem em Mulheres Apaixonadas. "Por que ele não corta este cabelo?", exasperam-se eles. Tony garante que o público não costuma tocar neste assunto com ele e que as pessoas que o abordam estão mais preocupadas em discutir os conflitos familiares do saxofonista.

  "Nesta fase pós-separação do Téo, emagreci quatro quilos, para transmitir a impressão de que ele foi ficando deprimido, e fui deixando o cabelo crescer naturalmente. Agora só corto quando o (diretor de núcleo) Ricardo Waddington mandar", argumenta Tony.

  O personagem poderá mudar de visual quando sair da depressão e decidir tentar reconquistar Helena (Christiane Torloni). "Faço novelas desde 1965 e gosto disto. Não há recompensa maior do que a manifestação do público".

  Mulheres Apaixonadas é a quinta novela de Manoel Carlos estrelada por Tony, que também atua na peça Novas Diretrizes em Tempos de Paz ao lado de Dan Stulbach, o Marcos da trama.

  Seu personagem, por exemplo, está no centro da discussão sobre a escalada da violência nos centros urbanos. Na segunda passada, ao mostrar Téo e Fernanda sendo socorridos após serem atingidos durante um assalto, Mulheres Apaixonadas bateu mais uma vez seu recorde: obteve 58 pontos de audiência e 77% de share.

  Para Tony, Manoel Carlos estava coberto de razão quando decidiu tratar do tema: "Hoje há maior cumplicidade entre os telespectadores e as novelas, que vêm discutindo mazelas políticas e sociais. No caso da bala perdida, o importante é discutir adultamente os motivos desta violência".

  Tony não se furta a opinar sobre assuntos polêmicos. "É bom que, respeitando as características dos folhetins, os autores estejam propondo discussões abertas ao público. Acho que no gênero cabe de tudo um pouco, mas com bom senso".








 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br