CÓDIGO ABERTO
A semana passada foi marcada pelo encontro da comunidade Linux em São Francisco (Estados Unidos) no LinuxWorld, um dos maiores eventos para os fãs do pingüim. O que chamou mais atenção dos participantes não foram os lançamentos, mas a briga entre a SCO, ex-Caldera, e o Linux que começou há alguns meses. A empresa alega ser dona de trechos de código incluídos sem permissão no sistema de código aberto.
A discussão começou quando a SCO processou a IBM, afirmando que a multinacional havia se apropriado de tecnologia patenteada que lhe pertence e distribuí-la no Linux como se fosse código aberto. As tecnologias teriam vindo do Unix System 5, cujos direitos pertencem à SCO. A indenização solicitada chega a US$ 3 bilhões. A empresa anunciou que a licença do código binário dos pedaços do Linux que julga serem seus vai custar cerca de US$ 199 (desktops) e US$ 699 (servidores).
Mas a IBM já deu o troco, abrindo um processo contra a SCO, alegando que esta empresa se apropriou de tecnologia IBM sem licença, e refuta as alegações da SCO. E a Red Hat, que concorria com a versão do Caldera, solicitou à justiça uma declaração legal de que não está infringindo propriedade intelectual e também processou a SCO. No entanto, a desenvolvedora Aduva anunciou a criação de uma ferramenta capaz de localizar e substituir a parte do código da SCO.
Mesmo ofuscados, os lançamentos existiram e devem causar impacto. A Sun Microsystems, por exemplo, assinou acordo com a SuSe para o uso de software SuSE Linux em desktops. Enquanto isso, a SGI lançou um servidor Linux com 128 processadores. A AMD, por sua vez, mostrou um protótipo de handheld que vem com o Linux.