RISCO BRASIL
SÃO PAULO - Depois do avanço da reforma da Previdência Social, investidores esperam agora que agências estrangeiras melhorem a classificação do risco de crédito do Brasil. No final da semana passada circularam boatos de que agências que avaliam a capacidade e a disposição de governos de honrar o serviço de suas dívidas, especialmente Standard & Poor's e FitchRatings, alterariam a nota por elas atribuída ao Brasil.
"A velocidade com que a reforma foi escrita, enviada e aprovada (em primeiro turno na Câmara) foi enorme; a inflação está sob controle e o perfil do endividamento melhorou com a diminuição da dívida atrelada ao câmbio", concorda Paulo Vaz, diretor do Unibanco Asset Management. "Não há razão para que a nota não seja alterada".
Embora seja uma sinalização importante, o aumento da nota do risco de crédito do Brasil poderá ainda não ser o suficiente para atrair um grande volume de investimentos para o País.
"O País precisaria chegar ao patamar de "grau de investimento" para que grandes investidores, como fundos de pensão estrangeiros, se tornem potenciais compradores de títulos brasileiros. Ainda temos duas notas para atingi-lo, mas uma melhora na classificação é sempre uma boa notícia", diz Paulo Caricatti, superintendente do Citigroup Asset Management.