(Atualizado no dia 05/08/2003)
 
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Pará combina feira livre com boa ópera

Estado potencializa atrativos com festival de música

uem visitar Belém do Pará entre 7 de agosto e 4 de setembro, além de conhecer os encantos da maior cidade do norte brasileiro, também poderá assistir a espetáculos musicais de primeira qualidade e, ao mesmo tempo, ver as principais atrações turísticas da cidade em plena utilização. É que, nesse período acontecerá o Festival de Ópera do Theatro da Paz 2003, realizado pelo Governo do Pará, através da Secretaria de Cultura - Secult, e produzido pela São Paulo ImagemData. O Festival reúne 14 diferentes eventos artísticos e será realizado não só no histórico teatro, como também no Núcleo Cultural Feliz Lusitânia, recentemente inaugurado, à beira do rio Guamá.

A maioria das apresentações acontecerá no Theatro da Paz, construído no auge do Ciclo da Borracha, em 1878, e reinauguarado no ano passado, quando o prédio foi devolvido ao público com suas feições originais. Entre as apresentações, as principais são as óperas "Pagliacci", de Ruggero Leoncavallo, que abrirá o festival, "A Flauta Mágica", de Mozart, e "Bug Jargal", de Gama Malcher, primeira ópera apresentada no Brasil depois de instaurada a República. Malcher era paraense e foi o responsável pela chegada do maestro Carlos Gomes à capital amazônica, onde ele viveu e regeu. "Bug Jargal é uma maravilhosa obra composta por um ilustre maestro paraense, muito conhecida na época, mas que ficou esquecida no tempo e desconhecida do público geral", afirma Gilberto Chaves, diretor artístico de Festival e do Theatro da Paz.

complexo - Outra apresentação que merece destaque é o recital ao piano do maestro norte-americano Ira Levin, atual regente titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo, que interpretará Chopin, Verdi, Liszt, Gluck e Wagner.

Dois eventos do festival acontecerão no Núcleo Cultural Feliz Lusitânia, que é um cenário museológico ao ar livre, composto por construções que remontam aos séculos 17 e 18 e que foram restauradas pelo Governo do Estado nos últimos seis anos.

O complexo cultural é formado pela Igreja de Santo Alexandre e antigo Palácio Episcopal, onde hoje fica o Museu de Arte Sacra do Estado, que possui um acervo de aproximadamente 350 peças sacras. Há, ainda no complexo, o casario da rua Padre Champagnat, composto por oito edificações geminadas com características da arquitetura luso-brasileira alinhadas frontalmente; a Casa das Onze Janelas, um sobrado construído em meados do século XVIII, também restaurado e transformado no Boteco das Onze, que funciona como restaurante durante o dia e um bar muito agitado com música ao vivo à noite. Além disso, há o recém-inaugurado Forte do Presépio, que remonta à fundação da cidade, em 1616. A restauração do forte foi realizada com base em projetos iconográficos.

O recital da soprano Alpha Oliveira, com participação da pianista Helena Maia, será na Igreja de Santo Alexandre, construção jesuítica do século 17, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O festival será encerrado em grande estilo, no complexo Feliz Lusitânia com um concerto ao ar livre, à beira dorio Guamá, apresentado pela Orquestra do Theatro da Paz, pelo coral Marina Monarcha e por cantores do festival, sob regência do maestro Barry Marcel Ford.








 

 
 
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