Especialistas já trabalharam com George Sanguinetti
O advogado da família de Maria Eduarda Dourado, Gilberto Marques, anunciou ontem que solicitará à Promotoria da Comarca de Ipojuca autorização para que o legista Genival França, professor de Medicina Legal da Universidade Federal da Paraíba, e o perito criminal, Domingos Tochetto, do Rio Grande do Sul, tenham acesso às perícias já realizadas e acompanhem as investigações que apuram as mortes das adolescentes. O advogado também não afastou a possibilidade de solicitar a exumação dos cadáveres das jovens, além de novas perícias.
Marques contou que já fez um contato preliminar com o legista paraibano Genival França, que demonstrou interesse em atuar no caso. "Ele falou que estaria à disposição. Ainda estamos conversando com Tochetto, que ficou de nos dar uma resposta". O advogado informou que os dois especialistas trabalharam junto com George Sanguinetti durante as investigações da morte de Paulo César Farias e sua namorada, Suzana Marcolino, na Praia de Guaxuma, em Alagoas. "Eles certificaram a impropriedadeda perícia realizada por Badan Palhares, que acabou alterando toda a investigação sobre o caso, levando à conclusão de que o casal foi assassinado e não um homicídio seguido de suícidio, como afirmava a Polícia alagoana", lembrou.
Hoje à tarde, Marques acompanha os pais de Maria Eduarda, Antônio Dourado e Regina Lacerda, que serão ouvidos pela delegada do Cabo de Santo Agostinho, Lenise Valentim. O casal foi chamado para depor no inquérito que apura a festa ocorrida na casa de veraneio na Praia de Serrambi, um dia antes de Maria Eduarda e sua amiga Tarsila Gusmão, desaparecerem, 2 de maio. Segundo o advogado Bráulio Lacerda, contratado pela mãe de Tarsila, Alza Gusmão, sua cliente ainda não recebeu qualquer comunicado da delegacia.
JUÍZA - A juíza de Ipojuca, Ildetede Veríssimo, voltou a dizer ontem que não tomou qualquer decisão a respeito do pedido feito pela advogado Ivo da Costa Júnior, que defende os kombeiros Valfrido e Marcelo Lira, principais acusados de matar as adolescentes. Costa Júnior solicitou autorização para que o legista George Sanguinetti possa acompanhar o caso como auxiliar de defesa na realização de novas perícias. Como os exames ainda não foram solicitados oficialmente pelo Ministério Público e pela Polícia, a juíza entendeu que deveria aguardar o encaminhamento do documento para então julgar ou não o pedido do advogado.