RIO - A morte do empresário Roberto Marinho não deverá alterar a rotina das empresas das Organizações Globo. Os negócios da empresa, líder do setor de comunicações no País - atuando em televisão aberta e fechada, jornais, revistas, rádio e Internet - vêm sendo administrados há mais de 15 anos pelos três filhos. Reunidos numa holding, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto, têm se dedicado às decisões corporativas e estratégicas e, nos últimos meses, especialmente ao processo de renegociação da Globopar/TV Globo, que somava US$ 1,89 bilhão no final do ano passado.
Um executivo do grupo usou a metáfora de que Roberto Marinho seria como o herói espanhol El Cid para as Organizações Globo. Diz a lenda que na luta contra os mouros, na Idade Média, os espanhóis amarraram o corpo de El Cid num cavalo (o herói havia morrido em combate) para inspirar respeito aos inimigos. A estratégia teria permitido a vitória.
A viúva de Roberto Marinho, Lily de Carvalho Marinho, não herdará participações nas empresas. Quando eles se casaram, há 14 anos, ambos já estavam em idade em que os bens anteriores não seriam divididos. . Lily foi miss França e foi casada com Horácio de Carvalho, ex-dono da Mineração Morro Velho e do extinto Diário Carioca. Os três herdeiros são filhos do casamento de Roberto Marinho com Stella Goulart, que morreu em 1995.