Cerca de duas mil pessoas passaram pelo velório do jornalista e presidente das Organizações Globo
RIO - O velório e o enterro do empresário e jornalista Roberto Pisani Marinho atraíram ao Rio o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além de dois ex-presidentes, José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, seis ministros de Estado, quatro governadores e dezenas de políticos, empresários, artistas e intelectuais. Em uma cerimônia restrita a cerca de duzentos familiares e amigos, o corpo do criador da TV Globo foi enterrado, ontem, no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona Sul do Rio. O jornalista morreu, na quarta-feira à noite aos 98 anos, em razão de uma embolia pulmonar.
Pelo velório, realizado no salão da casa do empresário no Cosme Velho (zona sul), passaram cerca de 2 mil pessoas, segundo a Central Globo de Comunicação. Entre elas, os ministros Antonio Palocci Filho (Fazenda), Miro Teixeira (Comunicações), Ciro Gomes (Integração Regional), Benedita da Silva (Promoção Social), Cristovam Buarque (Educação) e Gilberto Gil (Cultura).
Os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho (PSB), de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e os prefeitos de São Paulo, Marta Suplicy (PT), e do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), foram cumprimentar a família.
REPORTAGEM - O arcebispo emérito do Rio de Janeiro, cardeal dom Eugenio Sales, realizou uma prece no velório, com um pai-nosso. O corpo de Marinho, transportado em um carro de reportagem da Rede Globo, foi aplaudido na saída da casa e no caminho até o cemitério. O caixão do empresário desceu ao mausoléu da família às 15h58, também sob aplausos, sendo colocado ao lado do de seu pai, Irineu Marinho, fundador do jornal O Globo, morto em 1925. Foram recebidas mais de 400 coroas de flores, uma delas enviada pelo empresário Silvio Santos, dono do Sistema SBT, e outra em nome do presidente cubano, Fidel Castro.
A viúva Lily de Carvalho Marinho passou toda a cerimônia do velório sentada ao lado do caixão do marido. No enterro, foi amparada pelos enteados José Roberto, João Robertoe Roberto Irineu Marinho, filhos do empresário com a primeira de suas três mulheres, Stella de Campos Goulart.
Cerca de cem jornalistas, inclusive estrangeiros, foram credenciados para acompanhar o velório e o enterro. Os jornalistas das Organizações Globo foram os únicos com acesso à área dos convidados próxima ao mausoléu. A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, comunicou à família do empresário que pretende rebatizar de avenida Roberto Marinho a atual avenida Água Espraiada, construída pelo ex-prefeito Maluf, na zona Sul da cidade. O prefeito do Rio, Cesar Maia, anunciou que dará o nome de Roberto Marinho à Casa da Música, um conjunto de salas para apresentações na Barra da Tijuca.