(Atualizado no dia 25/07/2003)
 
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Vendas caem 33% no semestre

IVV

O Índice de Velocidade de Venda (IVV) do Grande Recife, que havia registrado crescimento de 5,6% em maio passado, cresceu apenas 4,2% em junho. No confronto entre junho de 2002-2003 o aumento nas vendas foi melhor, chegando a 5,8%. Já a comercialização de imóveis novos caiu 33% no acumulado do primeiro semestre deste ano, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Esse desempenho mais modesto é atribuído a elevação de 1,5% nos estoques. O IVV é divulgado pela Federação da Indústria de Pernambuco (Fiepe).

  A pesquisa atesta que mesmo o desempenho favorável de junho tem um diferencial que deve ser levado em conta. No ano passado, nessa mesma época estava acontecendo a Copa do Mundo. Fato que leva o mercado em geral a apresentar retração por causa das paradas para assistir os jogos e das comemorações. Ou seja, sem o campeonato, o desempenho de junho deste ano poderia ter sido pior.

  Já a desaceleração na venda de imóveis novos levou o estoque dessas unidades a ser o maior já registrado pelo IVV desdeo início da pesquisa, em agosto de 1995. O mercado está com 4.821 unidades à espera de compradores. Desses imóveis, 43,1% são de três quartos, 34,2% de dois, 18% de quatro quartos ou mais e 4,7% de um. Entre as vendas de junho, a maioria, 181 unidades, se concentrou nos imóveis de três quartos (42% do total). Os bairros mais procurados são Boa Viagem, com 21% dos imóveis comercializados, Casa Forte (19,3%) e Torre (9,9%).

  O presidente do Conselho Consultivo da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), Armênio Dias, diz que a retração nas vendas está associada a dois fatores. O primeiro seria o aumento nos preços dos imóveis no Grande Recife. As unidades, segundo ele, estão cerca de 25% mais caras por conta do aumento nos insumos. "Todos os principais itens sofreram reajuste. O elevador, por exemplo, está 50% mais caro", ressalta.

  Um outro motivo seria a redução na renda das famílias de classe média. De acordo com Dias, sem recursos suficientes e sem contar com os financiamentos habitacionais dos bancos, essa fatia da população está se afastando da compra da casa própria. "A classe média não tem como bancar a compra de um bem durável porque seus salários estão achatados", comenta Dias.








 

 
 
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