MAIS GAME
Marcelo Oliveira
Especial para o DIARIO
Com um verdadeiro arsenal de mais de 40 tipos de armas, muita ação e estratégia, Devastation é o pontapé inicial da Divertire Games no mercado de games. Não se pode afirmar que começou com o pé esquerdo, mas com certeza não é um jogo que figuraria entre os melhores.
A ação se desenrola no ano de 2075, em que algumas megacorporações detêm o poder no planeta e usam esquadrões de pacificação para atemorizar as pessoas e manter a dominação geral. Mas existe a resistência e um dos grupos de rebeldes é liderado por Flynn Haskell (que é a cara do Eminem), personagem que você encarna no jogo.
O jogo é de tiro em primeira pessoa com muita ação e uma certa estratégia. Flynn é seguido por um grupo, que pode ter até oito membros, controlados por computador mas que você dá as ordens gerais. Essas são limitadas a mandar parar, seguir, atacar ou defender. Embora eles devessem lhe ajudar, é provável que eles morram antes que você se dê conta, pois eles partem pra cima do inimigo sem preocupação com a própria pele, prejudicando-o em algumas missões em que a sobrevivência do seu grupo é essencial. Deixá-los um pouco afastados até você resolver a bronca talvez seja a melhor solução.
O jogo tem um total de 22 missões para modo single player (um só jogador) e 14 níveis no multiplayer (vários jogadores). A melhor fase, que também tem no modo multiplayer, é a que você precisa defender sua base e um aparelho de ressucitação, enquanto monta o ataque para entrar na base inimiga e destruir esse mesmo aparelho. Nessa fase, Territories (Territórios), você não se preocupará tanto com seus companheiros, pois eles renascem cada vez que morrem no local do seu aparelho e voltam pra lhe ajudar.
Os gráficos do jogo não têm nada de excepcional. Nos cenários você pode ainda pegar praticamente tudo que estiver na sua frente e jogar contra outros objetos ou pessoas. Infelizmente tudo o que aparece no jogo aparenta ter sido feito pela metade, como se entregue às pressas para o público. Você verá pedaços do cenário flutuando no ar ou os membros do seu grupo atirando nas paredes sem motivo algum. A inteligência artificial está aquém de outros jogos que existem por aí; prova disso são os ataques suicidas que seus companheiros fazem. O som também não é bom, e poucas coisas emitem ruído, além de não ter a velha música de fundo. Em suma, talvez uma demora na entrega desse jogo trouxesse algo melhor, com menos erros ou com um melhor enredo.
marcelo@pernambuco.com
Para Rodar
Windows 98/ME/2000/XP
Pentium III 700 Mhz (ou equivalente)
256 MB de RAM
1 GB de espaço em disco
Placa de vídeo 3D de 32 MB com T&L e som