VERSATILIDADE
Ele virou uma espécie de curinga do jornalismo esportivo na Rede Globo. Como se diz no futebol, Maurício Torres, de 32 anos, joga nas onze. Ou quase: ele pode ser visto diariamente apresentando o noticiário esportivo no Bom Dia Brasil e no RJ-TV. Mas o locutor também é suplente de Mylena Ciribelli na bancada do Globo Esporte, onde costuma dar expediente aos sábados, revezando-se com Léo Batista. Se não bastasse, ele entra na escala de narrador de eventos esportivos e faz entrevistas para o Espaço Aberto - Esportes, nas noites de terça, na Globo News, canal de notícias 24 horas.
O curioso é que, apesar de tanta exposição, Maurício Torres já foi um dia rejeitado por não corresponder ao padrão de beleza da telinha. Três meses antes de começar na Rede Globo, ele gravou o piloto de um programa para o canal pago Sportv. "Fui reprovado", conta o locutor polivalente. "Vim para a Globo em 96, para fazer o bloco esportivo do Bom Dia Brasil. Em menos de seis meses, já estava apresentando o Globo Esporte, o principaltelejornal esportivo do país. A estréia de Maurício no GE foi no susto. O titular faltou e ele teve que assumir a apresentação às pressas.
"Eu assistia ao programa desde os meus 7 anos. Só fui dimensionar a importância da coisa quando a edição acabou", diz ele, que pela Globo já cobriu as Olimpíadas de Atlanta (96) e Sydney (2000), as Copas do Mundo da França (98) e da Coréia/Japão (2002), e o Pan-Americano do Canadá (99).
Oriundo do rádio - trabalhou na equipe de esportes da Rádio Globo - Maurício Torres teve dificuldades na sua passagem para a TV. Ele conta que precisou reaprender o modo de falar e de se dirigir ao público e fez aulas com um fonoaudiólogo: "No rádio, dependemos menos de outras pessoas".