(Atualizado no dia 22/06/2003)
 
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Locutor esportivo que joga nas onze

VERSATILIDADE

Ele virou uma espécie de curinga do jornalismo esportivo na Rede Globo. Como se diz no futebol, Maurício Torres, de 32 anos, joga nas onze. Ou quase: ele pode ser visto diariamente apresentando o noticiário esportivo no Bom Dia Brasil e no RJ-TV. Mas o locutor também é suplente de Mylena Ciribelli na bancada do Globo Esporte, onde costuma dar expediente aos sábados, revezando-se com Léo Batista. Se não bastasse, ele entra na escala de narrador de eventos esportivos e faz entrevistas para o Espaço Aberto - Esportes, nas noites de terça, na Globo News, canal de notícias 24 horas.

  O curioso é que, apesar de tanta exposição, Maurício Torres já foi um dia rejeitado por não corresponder ao padrão de beleza da telinha. Três meses antes de começar na Rede Globo, ele gravou o piloto de um programa para o canal pago Sportv. "Fui reprovado", conta o locutor polivalente. "Vim para a Globo em 96, para fazer o bloco esportivo do Bom Dia Brasil. Em menos de seis meses, já estava apresentando o Globo Esporte, o principaltelejornal esportivo do país. A estréia de Maurício no GE foi no susto. O titular faltou e ele teve que assumir a apresentação às pressas.

  "Eu assistia ao programa desde os meus 7 anos. Só fui dimensionar a importância da coisa quando a edição acabou", diz ele, que pela Globo já cobriu as Olimpíadas de Atlanta (96) e Sydney (2000), as Copas do Mundo da França (98) e da Coréia/Japão (2002), e o Pan-Americano do Canadá (99).

  Oriundo do rádio - trabalhou na equipe de esportes da Rádio Globo - Maurício Torres teve dificuldades na sua passagem para a TV. Ele conta que precisou reaprender o modo de falar e de se dirigir ao público e fez aulas com um fonoaudiólogo: "No rádio, dependemos menos de outras pessoas".   








 

 
 
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